Comparações abusivas

Já cá faltava esta.

Lá aparece Pacheco Pereira com a sua tese de quem não está com a líder a 100%, inequivocamente e palavrinha por palavrinha, pois que se cale, pois que renuncie à representatividade a que os órgãos do PSD lhe oferecem. Não basta querer ser deputado, é preciso que as estruturas locais convidem, é preciso que a Direcção não se oponha. Havendo debate interno, pois que se faça “sem drama interno”. Uma novidade no PSD.

Para exemplificar vai buscar Alegre. Faria sentido se Alegre se tivesse ficado pela crítica interna, só que Alegre não só não ficou pela crítica interna como fez oposição ao Governo emanado do seu Partido, foi candidato à Presidência contra o candidato oficial do seu Partido e somando a isto, ameaçou várias vezes constituir um partido alternativo.

No PSD só me lembro de uma situação recente e vagamente similar à de Alegre, quando Santana Lopes fez saber que talvés lhe desse para fazer um novo Partido. As semelhanças com Alegre param aí.

Claro que o alvo de Pacheco Pereira é Pedro Passos Coelho e seja quem for que com ele esteja e não se tenha convertido, nem que seja formalmente, a tudo quanto a Direcção defende. Que Pacheco Pereira defenda este tipo de posições para si, acho lindamente, que compare Alegre, a situação em que Alegre se colocou voluntáriamente no PS, à situação de Passos Coelho ou mesmo Santana Lopes num passado não muito distante já é coisa que me escapa.

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