Posts Tagged ‘Rui Rio’

Agarrem-me se não eu perco a cabeça!!!

Julho 9, 2008

O Paulo confessa-se admirador de Rui Rio pelas razões menos correctas, logo na altura em que Marco António terá dito que Rio renovará a sua candidatura à Câmara do Porto. Pondo de parte o facto de eu ter dúvidas sobre a eventualidade de Rio permitir que falem por ele sobre este assunto, como de resto o Pedro chama à atenção, é bom que se recorde que o Porto cidade é maioritariamente habitado por adeptos de outros clubes que não o FCP, Rio sabia isto quando simulou enfrentar Pinto da Costa, digo simulou porque enfrentar o homem não é no Porto, é em Gaia, Matosinhos, Famalicão e por aí fora, sítios onde a implantação de sócios e simpatizantes do FCP é em muito maior número. É que enfrentar Pinto da Costa no Porto necessita da mesma dose de coragem para o fazer na Luz, Alvalade ou no Bessa.

Acabou?

Março 15, 2008

Quando Menezes ganhou as directas, entre muitas explicações possíveis, há um conjunto de questões que me coloquei na altura.

Seria que os militantes, a base do partido, não aceitara que 2005 fora o fim de um ciclo, de uma proposta política, encabeçada por Santana, Gomes da Silva e, parecia-me assim ser, pelo próprio Menezes?

O discurso coxo de Sampaio ainda ressoava nos ouvidos das bases do partido, uma humilhação que urgia vingar? Se assim fosse, para além de outras tínhamos uma outra razão para a queda de Marques Mendes, o homem que personificava esse fim de ciclo?

Certamente que Mendes não correspondia ao esperado pelas bases, mas as bases nunca tinham passado por um período assim ou alguma vez tiveram de enfrentar uma maioria absoluta.

A própria natureza de Marques Mendes e a impossibilidade de distribuir qualquer tipo de benesse ou poder teriam sido os principais factores?

 

Seja quais forem as razões, parece-me certo que a alternativa que Menezes personificou, terminou. As bases já perceberam isso e ainda que, pontualmente, possam aceitar que Menezes se vitimize, não aceitam o ataque que Menezes, Ribau e Mendes Bota fizeram às elites.

Porquê? Bom, porque os militantes de base dos grandes partidos não constituem um órgão mas não se comportam de forma independente, pelo contrário, olham para as reacções das elites do seu partido.

Fizeram isso quando Ferreira Leite demorou eternidades para apoiar Mendes, para Cavaco quando escreveu sobre a boa moeda, para Morais Sarmento, Capucho e outros que encolheram os ombros a Mendes. Então as bases também encolheram os ombros, hesitaram com Ferreira Leite e mudaram de direcção.

 

A simples ideia que as bases, dotadas de voz pelo voto, se tornaram independentes e impermeáveis ao que aqueles que fizeram ou fazem história no PSD dizem, é um colossal erro.

As bases do PSD, como de resto as de qualquer outro partido de grandes dimensões no mundo, não possuem tais qualidades, pelo contrário. A ideia que faço e fui fazendo ao longo dos últimos anos, é que grande parte dessa massa de militantes segue a opinião da chamada elite e vota nesse sentido apenas pedindo que essa mesma elite seja clara nas suas posições.

 

Outra razão que me leva a afirmar que a alternativa personificada por Menezes chegou ao fim, reside no discurso adoptado pelas elites que a direcção atacou. Ao invés de uma critica complexa ou simples indiferença que se notava com Mendes, aqui simplesmente gritaram “desgraça”.

 

Uma das coisas que qualquer social democrata pode verificar numa qualquer reunião de secção é que a simples menção de que as coisas estão basicamente a correr bem no PSD, que as sondagens até subiram uns pontinhos, que o ciclo eleitoral é assim mesmo, ou seja, o típico discurso menezista, irrita quase todos sem excepção. Se ao invés, disser que isto está uma desgraça e que assim não vamos lá, imediatamente terão a atenção de uma sala inteira e ao fim de uns minutos a concordância da mesma.

Posso estar errado, posso estar total e completamente errado, mas ao contrário do que Menezes defendeu nas entrevistas que deu nos últimos dias, ele perdeu as bases e o partido, agora é só uma questão de tempo até aparecer uma alternativa.

 

Nota :

Sobre o patético retrato intimo, ler esta posta do Paulo Gorjão

Adolfo Mesquita Nunes escreve sobre Menezes e as Bases aqui

Pacheco Pereira escreve “(…) Em 2005, o PS potenciou e muito os seus ganhos com votos de rejeição contra a “oferta” que o PSD dava ao eleitorado. Há alguma razão para pensar que em 2009 vai adorar o que rejeitou em 2005? Nenhuma.

 

 

As bolhinhas do Tsunami

Março 12, 2008

O disparate de ontem é por demais evidente a cada hora que passa.

Júlio Machado Vaz poderá ter razão quando diz que “em geral, o Governo perde as eleições e a oposição limita-se a colher os frutos, Menezes arrisca-se a inverter a tendência”, no entanto, como escreve Arnaldo Madureira “não dramatizemos. Tudo é transitório”.

Menezes classificou este estado de coisas de “borbulhagem”… hum… essa história das bolhas não será um sinal de que vem aí um tsunami?

Nota: E não, isto não chega.

Ler –  Lições de auto-destruição, do FMS que deve ser acompanhado de umas noções sobre o chamado “third rail”

Amado pelo Povo, do FJV que deve ser acompanhado com um suspiro

Vai uma conferência de imprensa?

Março 11, 2008

Talvez já ninguém se lembre mas o actual líder do PSD fez críticas cerradas, em entrevistas e artigos seus à liderança e ao PSD sempre que lhe foi possível ter uma câmara à frente.

Apoiantes dele fizeram campanha por Isaltino, por Carmona e um até aplaudiu criticas do PS à direcção de Mendes em pleno Plenário.

Bem sei que a questão levantada por Rio é grave, só que Ribau Esteves parece que não o chama por causa disso, mas porque existe uma delicadeza no tempo político ou lá o que é – coisa que ele nunca vislumbrara no passado- ou porque Rio nunca quis bem ao amado chefe e mais um ou outro disparate.

Ou seja, Menezes e Ribau ofereceram uma conferência de imprensa, altamente concorrida, em plena sede do partido a Rui Rio!

Mal este acabe a sessão de esclarecimentos. Pimba! Uma catrafada de jornalistas!

Ora muito bem! Muito bem feito e pensado meus amigos!

Força, continuem assim.

Ver tb aqui e aqui