Posts Tagged ‘Quotas’

Ladies Night

Setembro 18, 2008

O PSD-Porto fez saber que anda à procura de 3000 mulheres (?!) para preencher as quotas para as eleições de 2009. Embora só Marco António se tenha lembrado de o dizer, podem apostar que não é a única estrutura do PSD que o anda a fazer e no PS a coisa é igual.

Já me fartei de discutir este assunto das quotas como as mais variadas pessoas com posições diferentes e argumentos a condizer. Há pelo menos uma questão que ninguém gosta de abordar, sejam a favor ou contra as quotas: É impressão minha ou isto é tremendamente ofensivo para as mulheres? A sério! É mesmo! Se eu valorizo uma mulher não pelas suas qualidades, competência, inteligência, liderança, capacidade de comunicação e beleza porque não, mas apenas por ser uma mulher que espécie de homem sou?

Ainda a oposição a Menezes

Março 19, 2008
A juntar aos argumentos que recordei aqui, vem um outro que é também comum e que vi transcrito das mais variadas formas. Reza assim:
Os críticos de Menezes não apresentam nada, nem criticam a estratégia seguida, apenas se preocupam com quotas (questão mesquinha) e com o símbolo (questão menor).
Vamos por partes e socorramo-nos de quem já escreveu melhor sobre o assunto. Quanto às quotas cito o Paulo Marcelo no DE. (more…)

Palhaçada

Março 16, 2008

Paulo Gorjão, chama a atenção para esta proposta de Menezes:

«No próximo congresso partidário irei propor a abolição do pagamento de quotas e a passagem da quota a um donativo facultativo. A ligação com o partido aos seus militantes não pode depender — nomeadamente quando já vivemos à custa de uma dádiva muito significativa do Orçamento de Estado — de uma lógica mercantilista de pagar cinco, seis ou sete euros por ano», PD
Como já escrevi mais abaixo, este tipo de propostas pressupõe um encontro de vontades entre as bases do PSD e Menezes que simplesmente não existe nos termos que ele quer fazer passar.
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As bolhinhas do Tsunami

Março 12, 2008

O disparate de ontem é por demais evidente a cada hora que passa.

Júlio Machado Vaz poderá ter razão quando diz que “em geral, o Governo perde as eleições e a oposição limita-se a colher os frutos, Menezes arrisca-se a inverter a tendência”, no entanto, como escreve Arnaldo Madureira “não dramatizemos. Tudo é transitório”.

Menezes classificou este estado de coisas de “borbulhagem”… hum… essa história das bolhas não será um sinal de que vem aí um tsunami?

Nota: E não, isto não chega.

Ler –  Lições de auto-destruição, do FMS que deve ser acompanhado de umas noções sobre o chamado “third rail”

Amado pelo Povo, do FJV que deve ser acompanhado com um suspiro

Não responder a nada não é menos esclarecedor

Março 8, 2008

Num artigo do Almeida Leite, como sempre, ficamos a saber que Ângelo Correia, não gostou de receber “uma carta não assinada” dos dez Secretários-Gerais, que se “um deles podia ter assinado e também não compreendo porque pedem mais tempo para discutir se nem sequer quiseram vir ao partido discutir a reforma. Nem antes nem no CN. Se quisessem, podiam ter endereçado um pedido para participarem”.

A questão de a carta estar ou não assinada é um pormenor irrelevante e que só faria sentido se afinal não estivéssemos a falar de 10 mas de apenas 5 pessoas, por exemplo, que deliberadamente estivessem a enganar todos. Não é o caso.

Foram realmente 10 que acordaram no conteúdo da carta e sobre aquele assunto. Facto por si só Ângelo Correia sabe muito bem que é muito revelador.

Já a acusação de Ângelo Correia é coisa de manuais e vale zero, não se compreende que qualquer discussão sobre o funcionamento só possa ter lugar na sede ou no CN, corrijo, eu até compreendo que se afirme tal coisa quando a discussão está na rua, nas secções e nas distritais, fora de qualquer forma de controle.

Ângelo Correia, não se poupando, vê um regresso aos tempos de Cavaco e Sá Carneiro nas alterações propostas. É muito inteligente utilizar os dois momentos mais significativos da história do PSD e que tanto emocionam o militante de base, no entanto, não só esse regresso não passa de uma opinião de Ângelo Correia – que nem sequer me parece muito correcta do ponto de vista puramente técnico – como nem sequer me parece que esse regresso seja possível, tanto mais não seja porque todo o corpo legal onde se sustenta o financiamento partidário sofreu alterações que não se compactuam facilmente com esse suposto regresso ao passado, por muito aliciante que ele pareça a alguns. Só que, de repente, já estamos a falar de financiamento e não do que está em causa… do método que se vai aprovar e que a lei não permite, mas até para o evidente há uma explicação.

Assim, a melhor resposta é dada não a Francisco Almeida Leite mas a Miguel Fernandes, presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, que afirmou que “a legislação diz que não pode haver pagamento em dinheiro, em notas e moedas. Só são aceites pagamentos que deixem rasto, como cheques, Multibanco, etc”. Ora o Presidente do Congresso chuta para a bancada e nem sequer para canto quando pergunta, ”O euro circula em toda a Europa, em todo o País, mas não pode entrar no PSD?” e mistura com diligência um problema de caixa com um problema de legalidade, pois como ele sabe que o tal rasto nunca ficará garantido com o pagamento a dinheiro. A não ser que ele imagine um processo em que cada recibo só possa ser entregue contra a exibição do BI… pois.

Já Ribau Esteves, que Marcelo elogiou cedo demais, afirma muito singelamente que “não pode qualquer grupo de dez militantes pôr em causa o que dezenas de milhares de militantes decidiram”…porquê? Porque ele acha que não pode? Nem Ribau Esteves saberá.

Tanto ele como Rui Gomes da Silva, vice-presidente do PSD, tentam vender a ideia de uma legitimidade dupla neste assunto, quer pelo voto quer pela alegada discussão, pública e longa, das tais propostas. Ambas afirmações que só fazem sentido se esta Direcção não tivesse sido eleita por queixas sobre a falta de transparência destes processos e sobretudo da falta de esclarecimentos aos militantes mas foram, Os pins não eram argumento eram um exemplo para o argumento, mas Gomes da SIlva e Ribau sabem bem que nestas coisas o diálogo é contraproducente.