Posts Tagged ‘Política’

Reacções

Dezembro 17, 2008

É certo que as alternativas se colocaram quase todas de fora. Mas também é verdade que Manuela não tentou sequer outras soluções para não ter que tomar consciência da dura realidade: tal como Constâncio, a líder do PSD é um general com cada vez menos tropas. Como partido da alternância na governação, o PSD devia pensar para além de umas eleições locais, mesmo que em causa esteja a conquista de Lisboa. O facto é que, com a escolha de Santana, uma possível vitória autárquica poderá significar uma derrota quase certa nas legislativas. E isto porque, depois de já ter sido testado, interna e externamente, Santana demonstrou que hoje em dia não soma. Antes subtrai.

Editorial DN

2020 odisseia na social-democracia

Setembro 23, 2008

O Fascínio de 2020 por Vasco Campilho.

Parece que a ideia não é original, mas pelo menos tiveram alguma coisa em que se basear: notícias, novidades médicas, artigos da wired, eu sei lá…tanta coisa vai acontecer em 2020, não sei se assim vai existir algum governo PSD mas não percamos a experança.

O Marcelo nem sequer menciona o nome deste rapaz.

Setembro 22, 2008

Em directo da Conferência

Setembro 20, 2008

A manhã do I Debate da Plataforma Construir Ideias, contou com mais de 200 pessoas a assistir. Num sábado de manhã pode-se dizer que Passos Coelho ganhou esta aposta.

Ladies Night

Setembro 18, 2008

O PSD-Porto fez saber que anda à procura de 3000 mulheres (?!) para preencher as quotas para as eleições de 2009. Embora só Marco António se tenha lembrado de o dizer, podem apostar que não é a única estrutura do PSD que o anda a fazer e no PS a coisa é igual.

Já me fartei de discutir este assunto das quotas como as mais variadas pessoas com posições diferentes e argumentos a condizer. Há pelo menos uma questão que ninguém gosta de abordar, sejam a favor ou contra as quotas: É impressão minha ou isto é tremendamente ofensivo para as mulheres? A sério! É mesmo! Se eu valorizo uma mulher não pelas suas qualidades, competência, inteligência, liderança, capacidade de comunicação e beleza porque não, mas apenas por ser uma mulher que espécie de homem sou?

Baralhar e voltar a dar

Agosto 1, 2008

Ao contrário da opinião dominante, entendo que a questão do Estatuto dos Açores não é uma questão de lana caprina. Era necessário que o Presidente pusesse termo à inaceitável complacência com que até agora os presidentes da República têm pactuado com todos os excessos autonomistas.

Só não compreendi por que é que Belém fez “caixinha” sobre o tema da sua comunicação ao País, deixando lavrar durante todo o dia as mais imaginosas especulações sobre o assunto Os media adoram especular…

Grande Vital Moreira! Notem bem a subtileza! A opinião dominante é que a questão dos EA era menor, coisa que só Vital Moreira viu, a opinião dominante é que a questão não justifica o tabu, coisa que ele próprio confessa no fim.

Os excessos autonomistas que Vital Moreira vê servem apenas para justificar a primeira afirmação e sossegar os instintos que estruturam a sua posição à esquerda. Percebe-se. O final é típico de quem anda a assobiar para o ar, preparando desde já os argumentos necessários para por de parte a imaginosa especulação, essa sim dominante, que Cavaco estava a dar um aviso à navegação socialista.

O Cartório de cada um

Junho 30, 2008

José Sócrates, acusou o PCP e o BE de julgarem possuir um «cartório onde podem passar um certificado de ser ou não de esquerda» e no fundo até desejarem que os outros, do PS, «pagassem um dizimo àqueles que são do verdadeiro socialismo e da verdadeira esquerda».

Não é difícil, olhando para o argumentário do BE ou do PCP, que se não for essa a maneira de estes dois partidos olharem a realidade política é por aí.

O BE apoia o seu discurso na posição do “angry young man”, de costas voltadas a tudo que não se conforme com a sua visão do mundo, a única que é justa, porque só ele, como os jovens pré-adultos que perfazem boa parte do seu eleitorado, é que entende o mundo, a injustiça, os problemas, só ele é que os vê. O BE, que reagiu na mesmos termos com que se sentiu ofendido pela voz de Louçã, assenta toda a sua existência nesta maneira de estar na vida, nesta certeza que só eles estão a olhar para o mundo com olhinhos de ver e o resto é cego.

O PCP, actua como sempre o fez e fará, como o partido mais conservador do panorama nacional, desconfiado da realidade e dos tempos, qualquer alteração é má por definição a não ser que confirme aquilo que defendem, independentemente de pensarem se o que ainda defendem tem alguma adesão à realidade.

Sócrates tem toda a razão? Nem por isso. Não fosse de Sócrates que falamos, o homem que sabe e afirma que só ele se esforça, só ele tem razão e tudo o que o contrariar ofende quem quer o bem de todos nós, como ele quer e sobretudo ofende-o. Algo que ele suporta com pouquíssima paciência.

Quem sobra? Ninguém, porque afinal só no PSD se encontra quente séria e vertical, que não um dia lá dirá o que pensa sobre o que achar relevante para não nos deixar nas entrelinhas e no PP, só eles têm uma verdadeira visão do que é Portugal, sendo que só por má vontade, se não for por maldade, é que o resto do espectro partidário se recusa a olhar para o país da mesma maneira.

A minha carreira política

Junho 13, 2008

Parece que tivemos animação no hemiciclo, parece que o PM se descaiu e em resposta a uma das mais inofensivas perguntas que Mota Amaral lhe ocorreu fazer, disse que «O Tratado de Lisboa (…) é fundamental na minha carreira política».

So what? Bem parece que tal coisa, óbvia acho eu, serviu para uma deputada de uma agremiação de tons verde a desmaiar para o vermelhusco, retirar de tal afirmação que o PM negara o referendo aos portugueses para proteger a sua carreira política. Convenhamos, confundiu propositadamente as afirmações do PM para fazer “figura” e muito pior que tal coisa ficou calada quando o PM em resposta a sua intervenção lhe responde que «Está a fazer julgamentos desses? Não me julgo à sua medida; eu não faço nada em prol da minha carreira política.»

O que fez a senhora deputada? Insistiu no que não devia e calou-se onde não devia. O sorte deste PM é exactamente esta, pode responder assim sem troco, sem que um deputado desta nação o lembre do seu lugar, da tremenda humildade que lhe deve pesar nas palavras cada vez que alguém lhe pede contas.

Pouco me interessa que o PM tenha colocado a saúde da sua carreira política nas mãos de uns tantos irlandeses, mas já me interessa que Portugal tenha um PM que dê respostas destas e acredite nelas.

A hora mudou III

Março 31, 2008

1. 35,6 por cento dos inquiridos considera que Marcelo Rebelo de Sousa é quem reúne melhores condições num confronto com o actual primeiro-ministro. O presidente da Câmara do Porto surge em segundo lugar com 18,5 por cento das preferências e o líder laranja registou menos 3,8 pontos percentuais do que Rui Rio, ficando em terceiro lugar. Já Santana garante apenas 11,9 por cento das opções.

2. A avaliar pelo eleitorado do PSD em 2005, o cenário de Menezes piora, ao passar para o fundo da tabela. O presidente do PSD não consegue convencer os eleitores do partido e não chega aos 13 por cento. Marcelo, mais uma vez, assegura a liderança, com 35,5 por cento, apesar de Rui Rio ficar próximo, com 31,6 por cento. Santana Lopes reúne junto dos inquiridos que votaram PSD nas últimas legislativas 14,2 por cento.

3. A maioria dos portugueses que já viu o novo símbolo do PSD não gostou. De acordo com uma sondagem CM/Aximage, 51,6 por cento dos inquiridos considera que o novo símbolo, apresentado pela direcção de Luís Filipe Menezes no início deste mês, é ‘pior do que o actual’. Já 25,5 por cento diz ser igual à imagem utilizada pelos sociais-democratas actualmente. Apenas 14,6 por cento diz ser ‘melhor do que o actual’.

4. A mesma opinião é partilhada pelo próprio eleitorado do PSD: 67,5 por cento dos inquiridos que votaram nos sociais-democratas nas últimas Legislativas não gostaram do novo símbolo. Só 13,1 por cento o considerou melhor do que o actual símbolo utilizado pelo partido e 13,7 por cento disse ser igual ao actual.

5. A nova imagem dos sociais-democratas – em que as três setas passam a uma e o desenho das siglas PSD é alterado – só foi visto por 31,1 por cento dos inquiridos. Os restantes 68,9 por cento disse ainda não ter visto a nova imagem.

6. As críticas de alguns dirigentes do PSD, como Rui Rio, ao novo regulamento do partido – que permitirá o pagamento de donativos em dinheiro – têm o apoio de 39,3% dos inquiridos.

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A hora mudou II

Março 31, 2008

Marcelo corrige ontem a notícia do DN, que dava conta de um almoço de três horas entre Marcelo e Menezes, com “excelentes” resultados, já não corrige a sua opinião sobre Menezes. Ao mesmo tempo, parece que Marcelo recolhe 35,6% das preferências dos portugueses que acreditam que ele é o melhor candidato do PSD para disputar as eleições legislativas contra o José Sócrates, sendo que, o próprio eleitorado social-democrata coloca o professor na liderança da lista em que Luís Filipe Menezes ocupa o último lugar, abaixo de Santana Lopes e de Rui Rio, segundo o CM.

Mas lá diz Menezes que as bases estão com ele e ele com as bases. Tenho dúvidas, estou farto de o escrever e tenatr explicar que estes apoios ainda estão por provar, no entanto há quem confunda isto com wishfull thinking mas mesmo esses terão de concordar com aquilo que Pacheco Pereira ou Vasco Pulido Valente andam a escrever.

A perspectiva de um grupo parlamentar emanado de Menezes e Ribau não dá espaço a contemporizações e silêncios estratégicos, o futuro do PSD (é disso que se trata) joga-se em 2008 e não depois da tragédia consumada.

Nota: “Não duvido que um parlamento com maioria Menezes consiga estarrecer a ‘Europa’ e animar os portugueses. Mas pode suceder que Menezes perca e que, perdendo, ele próprio desapareça de cena, deixando ao sucessor um rancho folclórico inútil para a oposição e fatal para a ‘reconstrução’ do partido. Nessa hipótese, o PSD acabou e não há um congresso, nem Messias que o salve. Um desastre? Não sei. Sei que Menezes tem a faca e o queijo na mão”. VPV no Público.