Posts Tagged ‘democracia’

Frases

Maio 15, 2009

Minhas amigas e meus amigos, para quê algodão quando podemos ter seda?

Cuidado com os dedos espetados…

Abril 26, 2009

congresso-053

Há um sério problema de alguns militantes (simpatizantes) do PSD em olhar para a realidade quando ela não lhes convém. Eu percebo simpatias, percebo lealdades, percebo até inimizades que daí nascem. Mas em face dos factos, da clara evidência dos mesmos, é pouco mais que esquizofrénico procurar responsáveis fora do círculo dos que realmente o são.

Ou como escreveu o PML.

Vai longe esta direcção do PSD com estes conspiradores.
Nem uma palavra sobre o texto que evidentemente não lhes interessa. O que importa é uma teoria conspirativa que mete jornais e supostos apoiantes de quem quer que seja.
Dá vontade de rir mas é apenas triste.

Conjugar o verbo: adjudicar

Janeiro 8, 2009

Money conceptO Governo quer acelerar a execução do investimento público com o qual espera reanimar a economia e, depois de ter aprovado em Dezembro um conjunto de excepções ao Código dos Contratos Públicos, «vai hoje alargar o seu âmbito às autarquias», refere o jornal Público desta quinta-feira.

O regime de excepção vai durar dois anos e permitem aos organismos do Estado, incluindo as regiões autónomas e as autarquias, adjudicar directamente empreitadas com custos até cinco milhões de euros (5M€), quando o actual limite se situa nos 150 mil euros.

Pergunta o HB se aconteceu alguma catástrofe? Há alguma razão para acabar com os concursos públicos em adjudicações até um milhão de contos? Há alguma emergência incompatível com as regras de transparência (enfim, as que temos)?

Escolhas

Janeiro 5, 2009

Ler o Gabriel Silva ou o que Adelino Maltês diz sobre a direita em Portugal e conjugar com o que Pedro Picoito escreve ou repete leva a conclusões bem claras sobre o PSD e o PP:

No primeiro caso, com todo o reconhecimento que se lhe deve dar, o PSD precisa urgentemente de se tornar independente da figura de Cavaco Silva e da sua herança, até porque e a julgar pelos factos e não as promessas, só assim a figura de Santana Lopes deixa de ensombrar o futuro do partido.

No segundo caso, as alternativas a Portas não podem cair nos erros do passado e assumir uma agenda mediática mais aguerrida se querem ser alguma coisa no PP. A ideia de se apresentarem alternativas baseadas nos alegados méritos e qualidades dos próprios não chega, não há um militante de base em qualquer partido que veja com bons olhos um discurso de apresentação que reza qualquer coisa deste género: “Eu vim ajudar o partido, só pessoas como eu, independentes…sim eu não dependo do partido, honestas…sim eu não ando neste mundo porque tenho coisas mais importantes para fazer, este mundo da política que de resto está claramente podre mas não se assustem que eu vim cá fazer uma limpeza…”


A política é um jogo de negociação, ninguém ganha um jogo deixando bem claro aos outros parceiros que só ele é que não faz batota. É que não ganha mesmo.

The Hamas Leadership Is Afraid of Its Own Followers

Janeiro 4, 2009

“[Saudi] Prince Bandar bin Sultan said that the Hamas leaders promised, on the day after their election, to persuade their followers within three months that recognition of Israel [was necessary]. Why not surprise Omar Suleiman next month by fulfilling this promise? [The Hamas leaders] are undoubtedly afraid of their followers – [specifically,] of a faction within the Al-Qassam Brigades – and therefore they should be advised by Roosevelt’s [saying] about political courage, namely, “the only thing we have to fear is fear itself.” A political movement must first of all serve the interests of the people. Is it in their best interest to remain without a state, hungry and besieged… just because their leaders have lost their political courage? Hamas is at an important crossroads that requires it to shake itself and reshape itself, in order to meet the challenges faced by its people…

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Reformar é possível, é só preciso querer

Novembro 24, 2008

Se há princípio diferenciador entre PSD e PS ele está, desde logo, na cultura reformista do Partido Social Democrata. Não se trata de uma diferenciação meramente teórica nem, diria, de uma diferenciação ideológica. Trata-se, antes de tudo, de um ponto de partida distintivo que se fundou na consciência crítica de um regime opressivo e que se manifestou na sua plenitude com a implantação da democracia. É, por isso, a matriz identitária do PSD. Com a força de uma matriz que assume o ideal reformista por convicção e não por uma qualquer obrigação doutrinária. Consciente de que as reformas não se esgotam no tempo, nem se concluem com a concretização dos objectivos enunciados e com a responsabilidade de as assumir como processos contínuos de ajustamento das políticas às realidades, ora antecipando-as, ora condicionando-as. A reforma é, por natureza, uma never ending story.

Rita Marques Guedes

Angola

Julho 31, 2008

Levantaram-se algumas vozes indignadas com a “volta das ditaduras” de Sócrates. Mas as coisas são o que são. Quando Portugal puder dispensar parceiros económicos viáveis é porque quem anda em viagem não somos nós mas os outros.

No entanto, na ânsia de agradar, à cavalheiros que dão uma de Vasco Graça Moura e cá vai de por água na fervura através do esclarecido método de nos convencer que a água não está a ferver, está só morninha. Para Vital Moreira, aqui as raízes são o que são e são profundas, em Angola neste momento decorre a campanha eleitoral para eleições parlamentares, que tudo indica não ficarão a dever nada à liberdade política e à lisura democrática, estando também previstas eleições presidenciais no próximo ano.

Não sei o que é esse “tudo” que lhe indica tal fantasia e magnifico futuro, sei é o que é ridiculo. Lá isso sei.

Militância vs Democracia

Julho 6, 2008

A Baixa do Porto, pela mão do Tiago,  tem o condão de atrair pessoas com capacidade para pensar, este é um bom exemplo.

Consentimento e racionalidade

Junho 26, 2008

Vasco Campilho, no seu estilo que me habituei a reconhecer, coloca a questão de se saber se a legitimidade de um procedimento democrático não se baseia no consentimento nem na racionalidade, baseia-se em quê?

Creio que parte da resposta está no seu próprio texto. Tanto na descoberta do interesse geral como na agregação óptima dos interesses particulares, existem problemas a dirimir.

Não sei se é intenção do Vasco, mas parece-me que chegamos à teoria da ignorância racional da escolha do votante, onde se postula que: se o esforço de adquirir informação sobre o assunto em cima da mesa é maior do que as potenciais vantagens em adquirir essa mesma informação, sentindo que o seu voto individual tem um peso diminuto, a escolha que o votante faz de se manter ignorante dos assuntos que estão em causa, é absolutamente racional.

Parece-me, no entanto, que este ponto não se aplica em todos os assuntos e em todos os momentos, mesmo num só acto eleitoral. Esta racionalidade, ou esta escolha consciente por se manter ignorante, é muitas vezes ultrapassada pelos preconceitos do próprio votante sobre vários assuntos, sendo que neste caso ele não “escolhe” ficar à parte, não prefere o conforto da ignorância, votando muitas vezes por militância, ou por empatia. Verifica-se que o votante já tem a sua ideia preconcebida sobre o assunto, muitas vezes resultando numa defesa das suas posições que se revela afinal muito pouco esclarecida, recorrendo sobretudo a argumentos demagógicos, no fundo é a irracionalidade consciente do votante em todo o seu esplendor.

O caso mais óbvio é aquele em que, numa qualquer eleição, o assunto que a domine seja a política económica e laboral, isto porque parece existir um total divórcio entre o que os peritos na área defendem e aquilo que são os pontos de vista do leigo. Onde o primeiro vê o criar de melhores condições para o funcionamento do mercado de emprego, o outro vê despedimentos em massa.

No entanto, a questão permanece sem resposta, embora exista uma outra resposta alternativa ainda não avançada mas que a história já confirmou e que pode chocar alguns espíritos mais sensíveis: A violência.

Já lá chegaremos.