Posts Tagged ‘Congresso PSD’

Olha aí o nível meu!

Fevereiro 26, 2009

Ontem foi dia de debate no Parlamento, há quem oiça por dever de ofício e quem não tendo nada com que se irritar resolva ouvir a coisa toda enquanto cruza o país numa das três auto-estradas que liga o Porto a Lisboa. Confirmaram-se então as piores previsões que fiz anteontem, entre um “santa rita” e um “sidónio”.

Sócrates não está bem. Anda maldisposto, não se lhe pode perguntar nada, não responde a nada e quando responde começa por desfiar um rosário de feitos que só existem naquela cabeça, depois alerta para o facto de serem uns calões que nada fariam no lugar dele e por fim, se alguém se atrever a perguntar mais uma coisinha que seja, franze o nariz (enorme diga-se) e esganiça umas coisas sobre ataques pessoais, campanhas negras e às bolinhas amarelas.

Curiosamente, porque antes do Congresso deste fim-de-semana, notou-se um esforço em elaborar uma espécie de balanço final dos trabalhos da agremiação e onde pontuaram as intervenções de Alberto Martins e Afonso Candal, ambos incansáveis no esforço necessário para enfiar páginas de lugares comuns para no fundo fazerem a mesma pergunta: “Senhor PM, na sua opinião, será Vexa extraordinária ou só espectacular?”.

Ficámos a saber, por duas vezes, que o PM se considera no máximo fantástico, coisa que a cambada de invejosos que compõe toda a oposição obviamente não suporta. Por outro lado, Paulo Rangel – que nitidamente odeia o perfil de estátua grega do PM – baixou o nível do debate a níveis insuportáveis para a educação esmerada do PM, da população em geral e de Augusto Santos Silva em particular. Ajudaria – diga-se – que Paulo Rangel não interpele o PM sobre coisas menores como o uso dado aos dinheiros públicos.

Lembro-me vagamente de umas questões sobre um tal Fino, que pareceu causar grande confusão ao Governo, demorando um bom bocado a perceber que os comunistas não estavam a falar de imperiais mas de um obscuro negócio que a ninguém diz aparentemente respeito. Fiquei esclarecido.

Acho que houve outras coisas estúpidas e despropositadas ao ponto de o PM achar que estava num programa de televisão e não num debate. Fiquei na dúvida a que tipo de programa se referia.

Na segunda-feira logo veremos se o magnifico PM não se terá fartado justificadamente disto e pedido umas eleições antecipadas para renovar a bancada da oposição.

A tampa na caneta

Fevereiro 13, 2009

Aquela frase de Manuela Ferreira Leite que a História (com maiúscula) lhe dará razão, não é só um argumento típico do desepero e da derrota como escreve hoje o VPV no Público, é o assumir dessa derrota.

Churchill a este propósito deu um dia a resposta do vencedor, a História seria boa para ele já que ele tinha intenções de a escrever. Manuela Ferreira Leite parece ter posto a tampa na caneta.

A escolha de Pedro Santana Lopes

Dezembro 18, 2008

Foi com muito interesse que li os textos do Bruno Alves e do André,

Estou numa posição especialmente privilegiada para olhar para esta candidatura, estive especialmente ligado à liderança de Marques Mendes, à actividade parlamentar sob a liderança de Marques Guedes e nas directas estive ao lado de Passos Coelho. A minha escolha, o apoio activo que dei a Passos Coelho, deveu-se a uma conjugação de encontro de objectivos programáticos e o conjunto de acontecimentos que levou à saída de Marques Mendes onde a acção e inacção de actores políticos como Manuela Ferreira Leite não foram passíveis de ignorar.

Foi com alguma perplexidade que vi as minhas mais sérias objecções à eleição de Manuela Ferreira Leite confirmadas esta semana. Bruno Alves escreveu os argumentos que há 7 ou 8 meses me ajudaram a fazer uma escolha que julgo a acertada, que como de resto ainda há pouco afirmou, gostaria de fazer um caminho próprio sem com isso deixar de ser um apoio a esta direcção*.

De facto, “ao dar a sua caução a uma candidatura de Santana à capital, Ferreira Leite está a fazer o PSD recuar aos tempos pré-Marques Mendes, está a deitar abaixo o trabalho por este realizado após ter percebido que, para tornar o partido numa alternativa credível a nível nacional, poderia ser necessário sacrificar as perspectivas eleitorais a nível autárquico”.

Todos sabemos o que isso custou a Marques Mendes e qual o apoio objectivo de MFL que se dividiu entre um apoio institucional, quase envergonhado a Fernando Negrão – oferecido em sacrifício – e um silêncio assassino de apoio a Mendes nas directas contra Menezes quebrado no dia da votação quando já nada havia a fazer. Esta forma de encarar as opções que se tem muitas vezes de fazer em política não era afinal uma excepção mas como a escolha de Santana Lopes para Lisboa confirma era e é a regra.

A escolha de Santana Lopes já me foi justificada de três maneiras distintas: pura opção política, ou seja, Santana tem óptimas sondagens contra Costa, o que para alem de sugerir uma confusão entre política e previsões implica ignorar e sobretudo subestimar as competências de Costa numa campanha eleitoral em que a comunicação social em peso vai estar com ele.

A segunda justificação é a conspirativa-ó-tactica-ó-tonta, a escolha de Santana é parte de um plano tresloucado que visa “enterrar” definitivamente o cadáver Santana no cemitério político. Aqui remeto para o que escreveu Bruno Alves, as tentativas de celebrar o funeral de Santana levam normalmente os coveiros a entrarem na cova e ficarem lá eles.

A terceira reza que assim MFL acaba com a ameaça de um Congresso extraordinário e a viabilidade dos movimentos Menezistas contra a sua liderança.

Fora a segunda justificação, é bem possível que a escolha de Santana resulte de uma alegre misturada entre a primeira e a terceira justificações.

Menezes, que devia receber uma medalha pelas ajudas que dá a MFL de cada vez que a ataca, escreve ao contrário do habitual algo objectivamente válido – a opção de Ferreira Leite para a candidatura à autarquia da capital «é mais um acto de descarada falta de verticalidade» e «uma falta de seriedade intelectual levada ao extremo do eticamente absurdo» – e é realmente a mensagem que fica de MFL no fim disto tudo, para quem nela votou de forma convicta, apostando numa candidata que seria a rotura com o passado populista de Menezes e Santana e que agora se vê a olhar para o horizonte certinha que desta decisão, independentemente do seu resultado final, o tal PSD de rotura desapareceu para sempre sob a direcção de MFL. Essa é que é essa.

*(de resto Bruno Alves comete um erro de análise quando escreve que Passos se teria aliado a Menezes nas directas, fundamentalmente diferente do que realmente se passou, para isso bastando olhar para a divisão de votos em Gaia, Braga e Madeira onde todos os resultados pró-Santana. Uma coisa é aliar-se outra é aceitar incondicionalmente os seus apoios. Este incondicionalmente custou muitos votos a Passos Coelho)

Reacções

Dezembro 17, 2008

É certo que as alternativas se colocaram quase todas de fora. Mas também é verdade que Manuela não tentou sequer outras soluções para não ter que tomar consciência da dura realidade: tal como Constâncio, a líder do PSD é um general com cada vez menos tropas. Como partido da alternância na governação, o PSD devia pensar para além de umas eleições locais, mesmo que em causa esteja a conquista de Lisboa. O facto é que, com a escolha de Santana, uma possível vitória autárquica poderá significar uma derrota quase certa nas legislativas. E isto porque, depois de já ter sido testado, interna e externamente, Santana demonstrou que hoje em dia não soma. Antes subtrai.

Editorial DN

Porque gosto de fotografias IV

Junho 25, 2008

Porque gosto de fotografias III

Junho 25, 2008

Porque gosto de fotografias II

Junho 24, 2008

O lapso

Junho 24, 2008

Miguel de Sousa terá posto como condição para aceitar o cargo de vice-presidente da Mesa do Congresso a existência de uma referência à autonomia da Madeira no discurso final de Manuela Ferreira Leite, no XXXI Congresso do PSD, em Guimarães, soube ontem o JM.
O episódio da não inclusão das autonomias na moção de Manuela Ferreira Leite marcou desde o início a parte madeirense do congresso, com vários delegados a manifestarem a sua total oposição ao suposto ‘esquecimento’.
Uma fonte próxima de Manuela Ferreira Leite disse, ontem, ao JM, que a omissão do aprofundamento autonómico na moção terá sido um «lapso» do relator do documento, José Matos Correia, um militante «visto como um crítico das autonomias».

no JM

Caciquismo levado ao extremo?

Junho 24, 2008

Porque eu gosto de fotografias

Junho 23, 2008