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Laicos Radicais

Janeiro 4, 2008

Carlos Abreu Amorim, debruça-se e mais uma vez cai, quando se dispõe a discutir aquilo que ele define como a sua opção liberal face à religiosidade – seja ela organizada ou não – assumindo mais uma vez que a coragem e a bondade da sua posição se sobrepõe à “…dos adeptos do oculto organizado”. 

Como sempre CAA mostra-se incapaz de ultrapassar a demonização dos adversários, o que não deixa de ser cómico.

Na verdade CAA recorre a esse argumento em face de qualquer questão que o oponha a outrem, sempre.  Sejam eles, “…acólitos do sobrenatural”, claramente dementes, que “imaginam perseguições”,  mas obviamente porque estão em causa os “…seus privilégios e isenções, sempre muito materiais”, ou sejam outros pobres diabos, CAA não faz diferenças.

Todos são maus ou loucos, ou ambas as coisas com uma agenda debaixo do braço. 

CAA pergunta-se o que é essa coisa de laicismo radical, apenas para dar a definição no próprio texto em que denúncia a inexistência de tal coisa.Laicos radicais não são os que nunca se ajoelham perante ninguém, homem, estátua ou simples pressentimento do desconhecido, são os que olham para os que ajoelham com as certezas que CAA verte há anos em cada texto que escreve.  

CAA não é um liberal, só ele é que não percebe.

À noite todos os gatinhos são pardos, essa é que é essa.

Dezembro 18, 2007

Por um participante mais ou menos assíduo do programa Prós e Contras, digníssimo escriba do Blasfémias e do CM, fico a saber que “a partir das reacções aos crimes na noite do Porto e Lisboa podemos separar as águas entre conservadores e liberais (…)”.

Com o objectivo de citar pela segunda vez Benjamin Franklin foi escolher logo isto? Não! Assim não! Este é o mais perfeito exemplo de onde se retira que conservadores e liberais não sabem o que são. Sabem que têm medo, o que se compreende. Sabem que querem sentir alguma segurança, mas ignoram a que propósito é que D. Miguel entra nestas contas.

À Direita e à Esquerda não há diferenças visíveis, ainda menos entre liberais e conservadores e o centralismo estatizante nem sequer é lembrado quando um calafrio percorre a espinha antes de por a chave ao carro. Franklin tinha toda a razão e o problema de fundo é grave, mas este caso não serve para separar águas a não ser entre os que não querem sacrificar a sua liberdade à segurança (efémera, diga-se) que o Estado lhe proporcionará, entres os que preferem enfrentar o “medo do escuro” e os que preferem as “luzes acessas”, nunca seria entre liberais e conservadores, sejam de esquerda ou direita, para que tal fosse verdade era preciso que, em primeiro lugar, auto-proclamados liberais fossem menos conservadores nos seus raciocínios e não fizessem tantas insinuações conclusivas.

Afonso Azevedo Neves