Posts Tagged ‘Blasfémias’

Escolhas

Janeiro 5, 2009

Ler o Gabriel Silva ou o que Adelino Maltês diz sobre a direita em Portugal e conjugar com o que Pedro Picoito escreve ou repete leva a conclusões bem claras sobre o PSD e o PP:

No primeiro caso, com todo o reconhecimento que se lhe deve dar, o PSD precisa urgentemente de se tornar independente da figura de Cavaco Silva e da sua herança, até porque e a julgar pelos factos e não as promessas, só assim a figura de Santana Lopes deixa de ensombrar o futuro do partido.

No segundo caso, as alternativas a Portas não podem cair nos erros do passado e assumir uma agenda mediática mais aguerrida se querem ser alguma coisa no PP. A ideia de se apresentarem alternativas baseadas nos alegados méritos e qualidades dos próprios não chega, não há um militante de base em qualquer partido que veja com bons olhos um discurso de apresentação que reza qualquer coisa deste género: “Eu vim ajudar o partido, só pessoas como eu, independentes…sim eu não dependo do partido, honestas…sim eu não ando neste mundo porque tenho coisas mais importantes para fazer, este mundo da política que de resto está claramente podre mas não se assustem que eu vim cá fazer uma limpeza…”


A política é um jogo de negociação, ninguém ganha um jogo deixando bem claro aos outros parceiros que só ele é que não faz batota. É que não ganha mesmo.

Depois do Jantar

Junho 20, 2008

Manuela Ferreira Leite, falou 20 minutos ou coisa que o valha. Já lá iremos.

Os Bloggers andam um pouco à nora para se instalarem, há mesmo quem blasfeme.

Laicos Radicais

Janeiro 4, 2008

Carlos Abreu Amorim, debruça-se e mais uma vez cai, quando se dispõe a discutir aquilo que ele define como a sua opção liberal face à religiosidade – seja ela organizada ou não – assumindo mais uma vez que a coragem e a bondade da sua posição se sobrepõe à “…dos adeptos do oculto organizado”. 

Como sempre CAA mostra-se incapaz de ultrapassar a demonização dos adversários, o que não deixa de ser cómico.

Na verdade CAA recorre a esse argumento em face de qualquer questão que o oponha a outrem, sempre.  Sejam eles, “…acólitos do sobrenatural”, claramente dementes, que “imaginam perseguições”,  mas obviamente porque estão em causa os “…seus privilégios e isenções, sempre muito materiais”, ou sejam outros pobres diabos, CAA não faz diferenças.

Todos são maus ou loucos, ou ambas as coisas com uma agenda debaixo do braço. 

CAA pergunta-se o que é essa coisa de laicismo radical, apenas para dar a definição no próprio texto em que denúncia a inexistência de tal coisa.Laicos radicais não são os que nunca se ajoelham perante ninguém, homem, estátua ou simples pressentimento do desconhecido, são os que olham para os que ajoelham com as certezas que CAA verte há anos em cada texto que escreve.  

CAA não é um liberal, só ele é que não percebe.

À noite todos os gatinhos são pardos, essa é que é essa.

Dezembro 18, 2007

Por um participante mais ou menos assíduo do programa Prós e Contras, digníssimo escriba do Blasfémias e do CM, fico a saber que “a partir das reacções aos crimes na noite do Porto e Lisboa podemos separar as águas entre conservadores e liberais (…)”.

Com o objectivo de citar pela segunda vez Benjamin Franklin foi escolher logo isto? Não! Assim não! Este é o mais perfeito exemplo de onde se retira que conservadores e liberais não sabem o que são. Sabem que têm medo, o que se compreende. Sabem que querem sentir alguma segurança, mas ignoram a que propósito é que D. Miguel entra nestas contas.

À Direita e à Esquerda não há diferenças visíveis, ainda menos entre liberais e conservadores e o centralismo estatizante nem sequer é lembrado quando um calafrio percorre a espinha antes de por a chave ao carro. Franklin tinha toda a razão e o problema de fundo é grave, mas este caso não serve para separar águas a não ser entre os que não querem sacrificar a sua liberdade à segurança (efémera, diga-se) que o Estado lhe proporcionará, entres os que preferem enfrentar o “medo do escuro” e os que preferem as “luzes acessas”, nunca seria entre liberais e conservadores, sejam de esquerda ou direita, para que tal fosse verdade era preciso que, em primeiro lugar, auto-proclamados liberais fossem menos conservadores nos seus raciocínios e não fizessem tantas insinuações conclusivas.

Afonso Azevedo Neves