Archive for the ‘Actualidade’ Category

Diário de Campanha I

Fevereiro 25, 2010

Entrevista ao DE

042b

the game’s afoot

Fevereiro 18, 2010

PPC%202010

Todos pela Liberdade

Fevereiro 9, 2010

 

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Ai desculpe, desculpe, só estava a espreitar

Dezembro 11, 2009

Não queria mesmo incomodar a esforçada tentativa do Paulo em não se meter na conversa do Vasco com o Pedro, tropecei. Foi sem querer. Mas já agora que entrei, dá para ver o que tem sido e será a agenda do CDS-PP. Não queria abusar das coincidências que apenas o são, mas a nervoseira é tanta com a perspectiva de uma vitória de Passos Coelho que reina o mais perfeito disparate num partido que muito tem ganho com a extraordinária inépcia das lideranças recentes do PSD e muito mais tem a ganhar com a manutenção do actual estado de coisas. Se calha o PSD levantar a cabeça será uma questão de tempo, até vermos o PP “crivado de disputas pessoais e permanentemente à beira da implosão” com as saídas e reentradas do único líder possível.

But dont mind me, sou eu que implico com tudo e tenho mau feitio, é que assim de supetão qualquer dia ainda vejo o Paulo a exaltar as qualidades de Pacheco Pereira para perceber as horripilantes conspirações, sempre inevitáveis, entre jornalistas e o poder político. O poder político que não ele, obviamente.

Afeganistão

Dezembro 4, 2009

Obama voltou a sublinhar aquela que devia ter sido a prioridade absoluta na guerra contra o terrorismo. O envio de tropas para o local que constitui o verdadeiro foco do terrorismo global e que, ao contrário de outras organizações terroristas mais politizadas, tem como agenda a execução de actos de agressão que impliquem a morte do maior número de pessoas possível.

Passo a explicar: ao contrário da Al-Qaeda, outras organizações terroristas têm ambições a nível regional e político que não são compatibilizáveis com perdas de vidas humanas ao nível de um 11/09. A execução de um atentado dessa magnitude implicaria a imediata perda de apoio internacional e regional para as suas causas, uma inevitável perda de apoio financeiro que significaria o fim das mesmas organizações.

Esse obstáculo não existe para a Al-Qaeda, cujas fontes de financiamento se tem gradualmente tornado menos visíveis no sistema financeiro, retornando ao tradicional acordo verbal e cuja validade (aos olhos do seus membros) não é objecto da mais vaga discussão.

A Al-Qaeda não visa a substituição de regimes ou o apenas o fim da existência do Estado de Israel, os operacionais – pelo menos os originais – de Bin Laden foram recrutados de um cenário pós-guerra, dos campos de refugiados na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, onde a média de idades não ultrapassava os 32 anos, onde o Corão foi ensinado por gente que nem sabia ler, doutrinados na mística do guerreiro sagrado cuja missão última era a imposição do Corão pela força e no conceito do martírio, hoje nada mudou. Estes jovens não olhavam e nem olham para o ocidente à procura de diálogo. Não há diálogo possível com os que não obedecem à sua visão das palavras do Profeta, sejam ou não muçulmanos.

A forma como estes jovens, velhos aos 20 anos de idade, olham para a sua terra é muito reveladora: A sua localização torna-o um corredor entre o Irão, toda a região árabe, a Índia e entre a Ásia Central e o sul da Ásia. Para eles, a sua terra é, como nas palavras do poeta indiano Iqbal, o “coração da Ásia”. O próprio terreno, célebre pela mistura entre sistemas montanhosos áridos e vales luxuriantes, tornaram-no num lugar onde nascem lendários guerreiros e inevitavelmente sagrados. Quando só se tem 30 anos para viver, quando aos 15 anos já vivemos metade da nossa vida, esta visão do mundo e de nossa condição deve ser terrivelmente confortante. Todo o sofrimento tem uma justificação e um destino, se ele é bom aos olhos de Deus melhor ainda.

A questão que sobra e não é uma questão menor é esta: Não basta, embora seja absolutamente necessário, dotar o Afeganistão de meios para anular esta gente, o que em si não é sequer uma novidade para a população. Invadida vezes sem conta, desde as invasões arianas à 6000 anos atrás, viu todo o tipo de civilizações nascer e desaparecer.

Pouca gente poderá apreciar a situação se não souber que e a título de exemplo Kandahar, a segunda cidade mais populosa do Afeganistão e habitada desde o anos 500 A.C. e fica ao lado de uma vila fundada algures no ano 3000 A.C., conhecida pela sua localização na intersecção entre as principais rotas de comercio entre a Índia e o Oriente, famosa pelos pomares que a rodeavam e que em 1990 pouco mais eram do que um gigantesco campo de cultivo de papoilas na cidade mais minada do planeta. A história e a cultura locais de Kandahar foram arrasadas e o que sobrou presta-se aos mais variados abusos, como o Templo da Capa do Profeta, capa essa que o famoso Mullah Omar, líder Taliban que protegia Bin Laden, mostrou à população que o baptizou Líder dos Crentes.

Logo, não se trata de determinar se 30 000 soldados serão suficientes, provavelmente não serão, mas se é possível repor os princípios de uma região que teve cidades dedicadas à Cultura, cidades que foram conhecidas pela sua ligação à educação e ao conhecimento, lugares que ultrapassaram em muito, por exemplo, os valores ocidentais da emancipação da mulher. Sítios que os Talibãs – financiados pelos contrabandistas de droga e armas – arrasaram e tentaram apagar da memória. Falta no fundo fazer aquilo que a comunidade internacional não fez no Afeganistão pós-soviético e se não fizer outra vez, se não financiar a paz nos mesmos moldes em que financiou a guerra, será uma questão de tempo até um novo 11/09.

Ouvir Sócrates

Dezembro 2, 2009

Sócrates responde às perguntas dos jornalistas nos termos que todos conhecemos, nada de novo aqui. Nada de novo no tom agastado pela pergunta que o irrita.

Nada de novo também na realidade que lhe fora anunciada no início do seu primeiro mandato. Já na altura Marques Mendes dizia que, com aquela cabeça, aquelas políticas, acabaríamos com uma taxa de desemprego insuportável.  Sócrates tratou-o e ao resto do país, como gente de má fé, certamente frustrada e invejosa do seu fulminante génio.

Ouvir hoje o mesmo José Sócrates parece que estamos a rever um daqueles filmes do assustador neo-realismo português, Sócrates não nos responde com a realidade, nem sequer a descreve, foge dela a sete pés. Em alternativa, a única que nos concede, imagina um mundo e trata de nos descrever a referida fantasia agora com contornos de romance tecnológico e termina sempre com a inevitável lição moral aos que o invejam, aos que não percebem certamente por teimosia ou pura estupidez, que o futuro será maravilhoso.

Agora vende-se de tudo

Novembro 10, 2009

Há muito que vejo pela blogosfera, em especial a blogosfera que se esgatanhou toda para justificar disparates – embora venham agora garantir que fizeram cara de poucos amigos em “sede própria” – promoveram ridículas perseguições dignas do sopeiral das novelas da TVI e – até agora – reduzem a crítica política a estas brincadeiras de recreio. Não aprenderam nada. Agora surgiram com esta moda, Passos Coelho é uma sugestão do PS, ou pior. Não sabia, ficaram espertos os socialistas? Assim, sem mais? Ah não. É maldade deles, até porque, como é óbvio o Passos é um Sócrates do PSD. Porquê? Porque sim, porque na falta de argumentação, porque tudo correu mal, porque e porque sim.

Argumento I

Outubro 18, 2009

Manuela Ferreira Leite deve manter-se na liderança do PSD até ao fim do seu mandato regular porque temos de reflectir sobre o que se passou. O que foi feito mal? O que nos aconteceu?

Traduzindo: A direcção precisa de tempo e sossego para apresentar um candidato à liderança do PSD. Aguiar Branco já arranjou uma confusão valente, Mota Pinto está pouco satisfeito com Aguiar Branco, que não esteve para dar tempo a Durão Barroso para telefonar a Sarmento que estava com pouca paciência mas já anda picado com a mania de falarem no Rangel que anda na dúvida se o Marcelo está a tentar decidir-se sem ter de o fazer ou não tendo que o fazer ainda se decide.

Fanático de ocasião

Setembro 22, 2009

Escreve o senhor Fernando Martins que “a salivar, ontem, Pedro Passos Coelho apareceu em Vila Real na campanha do PSD”.

A salivar? Curiosa descrição quando o homem, que é o Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, a sua terra, foi lá e nesse estatuto se sentou na fila da frente. Não sem antes ter sido objecto de uma ovação dos presentes. Que também salivavam presumo.

Para a pessoa do Fernando,  o Passos Coelho entrou para “desempenhar um papel que considera assentar-lhe como uma luva: o de cangalheiro de Manuela Ferreira Leite.”, Fernando Martins, tal como Pedro Picoito ou Maria João Marques lê mentes, é um telepata ou no caso um telepato e remata “no entanto, tenho para mim que esta velha promessa do PSD não percebe que é, há muito tempo, cangalheiro dele próprio.”

Brilhante análise de nada e onde, mais uma vez, se revela mais sobre o autor que sobre o objecto da obra. O ódio e o rancor porque quem não alinha pela mesma bitola fica-lhes bem, há quem aplauda estes ridículos “office-boy’s” de ocasião e que, na suas certezas, não ficariam deslocados num friso de membros do Comité Central.

É a vida, quando se irritam o pé foge para a chinela e depois e vê-los numa espécie de 100 metros chanating a ver quem é que soma mais pontos junto dos chefes.

O Marques Mendes também vai aparecer, imagino para juntar saliva à coisa.

O quebra-cabeças Social-Democrata

Setembro 16, 2009

Posso imaginar o enfado da imprensa pelo repetido martelar do assunto TGV e Espanha nesta campanha.

Não será muito aliciante para o trabalho diário de um jornalista assistir à repetição à náusea da argumentação sobre o assunto. No entanto e embora as elites – espécie que não estou certo que exista – tenham franzido o nariz aos argumentos de Manuela Ferreira Leite, os argumentos calam fundo no povo e considero fazerem parte de uma jogada muito inteligente e pensada. Como morrer afogado, cair de um precipício ou cegar são “terrores” íntimos, no caso dos portugueses, do povo na rua, a “ameaça espanhola” é um medo ancestral e histórico.

Que o PS se tenha deixado enredar só se explica por desespero e desorientação. Diga-se de passagem que a jogada é inteligente e obriga a uma “resposta” inteligente. Não sei se a inteligência não é uma qualidade demasiado escassa por aquelas bandas e pelos exemplos espanhóis parece ser também esse o caso no PSOE.

O único candidato, para além de Manuela Ferreira Leite, que percebeu a armadilha foi Paulo Portas que já tratou de desclassificar a questão ao máximo e sugerir outros assuntos. Percebe-se a urgência da iniciativa quando assistimos aos restantes candidatos a tentar fazer piruetas mentais com o quebra-cabeças social-democrata.