Fanático de ocasião

Escreve o senhor Fernando Martins que “a salivar, ontem, Pedro Passos Coelho apareceu em Vila Real na campanha do PSD”.

A salivar? Curiosa descrição quando o homem, que é o Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, a sua terra, foi lá e nesse estatuto se sentou na fila da frente. Não sem antes ter sido objecto de uma ovação dos presentes. Que também salivavam presumo.

Para a pessoa do Fernando,  o Passos Coelho entrou para “desempenhar um papel que considera assentar-lhe como uma luva: o de cangalheiro de Manuela Ferreira Leite.”, Fernando Martins, tal como Pedro Picoito ou Maria João Marques lê mentes, é um telepata ou no caso um telepato e remata “no entanto, tenho para mim que esta velha promessa do PSD não percebe que é, há muito tempo, cangalheiro dele próprio.”

Brilhante análise de nada e onde, mais uma vez, se revela mais sobre o autor que sobre o objecto da obra. O ódio e o rancor porque quem não alinha pela mesma bitola fica-lhes bem, há quem aplauda estes ridículos “office-boy’s” de ocasião e que, na suas certezas, não ficariam deslocados num friso de membros do Comité Central.

É a vida, quando se irritam o pé foge para a chinela e depois e vê-los numa espécie de 100 metros chanating a ver quem é que soma mais pontos junto dos chefes.

O Marques Mendes também vai aparecer, imagino para juntar saliva à coisa.

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Uma resposta to “Fanático de ocasião”

  1. maria Says:

    Nao vi o PPC a falar, nem aparecer, mas vejo bem mt gente a querer que ele se enfie nas labaredas.

    Mas para estes arautos da salivação, é mau se PPC se recolhe ao silêncio, é mau se ele aparece na sua terra.

    Tudo para estes escribas envergonhados, tem um nome: cabala, armadilha, traição, conspiração, maus propósitos; maquinar, tramar, Manobras secretas, intrigas, maquinação, intrigar, Enredar, etc……………..

    Saberão estes escribas, a fábula do
    “Velho, do rapaz e do burro”? cuja conclusão é : “Aprende, rapaz, a não te importar,
    Se a boca do mundo de ti murmurar.”………

    Ora leiam:

    Um velho, um rapaz e um burro na estrada.
    Em fila indiana os três caminhavam.
    Passou uma velha e pôs-se a troçar:
    O burro vai leve e sem se cansar!
    O velho então pra não ser mais troçado,
    Resolve no burro ir ele montado.
    Chegou uma moça e pôs-se a dizer:
    -Ai, coisa feia! Que triste que é ver!
    O velho no burro, enquanto o rapaz,
    Pequeno e cansado, a pé vai atrás!
    O velho desceu e o filho montou.
    Mas logo na estrada alguém gritou:

    -Bem se vê que o mundo está transtornado!
    O pai vai a pé e o filho montado!
    O velho parou, pensou e depois
    Em cima do burro montaram os dois.
    Assim pela estrada seguiram os três:
    Mas ouvem ralhar pela quarta vez:
    Um rapaz já grande e um velho casmurro.
    São cargas de mais no lombo de um burro!
    Então o velhote seu filho fitou
    E com tais palavras, sério, falou:

    Aprende, rapaz, a não te importar,
    Se a boca do mundo de ti murmurar.

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