Uma nova missa?

Os resultados de 27 de Setembro são uma incógnita, o que já não é pouco. O PSD pode ganhar as eleições mas dificilmente estará ao seu alcance uma maioria relativa confortável, pelo menos por agora e se Sócrates não meter a pata na poça. É verdade que o PS já acelerou a sua máquina eleitoral mas o regresso de Santos Silva é um daqueles mistérios que me escapam e ajudam a oposição a Sócrates. Está tudo em aberto para o dia 28 de Setembro e no entanto lendo alguns cenários pouco tenho lido sobre a possibilidade de uma coligação PS/BE.

O BE estar numa fase crucial da sua existência, não tem implantação local como o PC e com resultados cada vez mais positivos a agremiação de egoísmos chegou a um ponto complicado da sua existência, precisa de começar a distribuir poder equivalente aos votos que possuí e não consegue fazer. Muitos verão com surpresa que afinal o BE, ultrapassada a fase de partido contra-poder, agirá de forma similar ou pior que os partidos do bloco central. A melhor maneira de garantir a sua sobrevivência nos próximos anos é justamente aceitar fazer parte de um governo e será isso que fará.

Fala-se muito de um bloco central, suplica-se de resto em alguns sítios, coisa que não vejo como possível com as actuais lideranças, mas verão como Louçã se adaptará facilmente aos defeitos de Sócrates e este ao estilo seminarista arrependido do sibilante trotskista. Acho mesmo que foram feitos um para o outro.

No CDS-PP já me garantiram alguma fé na vitória do PSD nas eleições, até pode ser mas tenho muitas dúvidas que o “efeito Nuno Melo” se repita nestas eleições pelo que o cenário de um governo PSD/CDS parece-me pouco provável e pode dar-se o triste evento de termos uma vitória do PSD mas um Governo PS-BE.

O pior cenário que poderá acontecer é um governo PSD, com um apoio de um PP quase inexistente, sem maioria absoluta e com Maria José Nogueira Pinto a complicar, a enfrentar quatro anos de uma oposição maioritária de PS/BE e PC. Marcelo dá-lhe dois anos o que é uma simpatia da parte dele.

Na rua, nos cafés o que oiço é um total e absoluto desprezo pela política, uma vozearia contra Sócrates, uma indiferença para com Ferreira Leite, um encolher de ombros para com Portas ou Jerónimo mas um entusiasmo que me arrepia por Louçã e restante trupe.

Não. A coisa está preta, negra mesmo.

Nota- Para os Ferreiristas mais ferrenhos façam o favor de ler outra coisa qualquer que meta maiorias absolutas para Ferreira Leite e assim possam fingir o que o país está para aí virado.

Os resultados de 27 de Setembro são uma incógnita, o que já não é pouco. O PSD pode ganhar as eleições mas dificilmente estará ao seu alcance uma maioria relativa confortável, pelo menos por agora e se Sócrates não meter a pata na poça. É verdade que o PS já acelerou a sua máquina eleitoral mas o regresso de Santos Silva é um daqueles mistérios que me escapam e ajudam a oposição a Sócrates. Está tudo em aberto para o dia 28 de Setembro e no entanto lendo alguns cenários pouco tenho lido sobre a possibilidade de uma coligação PS/BE.

O BE estar numa fase crucial da sua existência, não tem implantação local como o PC e com resultados cada vez mais positivos a agremiação de egoísmos chegou a um ponto complicado da sua existência, precisa de começar a distribuir poder equivalente aos votos que possuí e não consegue fazer. Muitos verão com surpresa que afinal o BE, ultrapassada a fase de partido contra-poder, agirá de forma similar ou pior que os partidos do bloco central. A melhor maneira de garantir a sua sobrevivência nos próximos anos é justamente aceitar fazer parte de um governo e será isso que fará.

Fala-se muito de um bloco central, suplica-se de resto em alguns sítios, coisa que não vejo como possível com as actuais lideranças, mas verão como Louçã se adaptará facilmente aos defeitos de Sócrates e este ao estilo seminarista arrependido do sibilante trotskista. Acho mesmo que foram feitos um para o outro.

No CDS-PP já me garantiram alguma fé na vitória do PSD nas eleições, até pode ser mas tenho muitas dúvidas que o “efeito Nuno Melo” se repita nestas eleições pelo que o cenário de um governo PSD/CDS parece-me pouco provável e pode dar-se o triste evento de termos uma vitória do PSD mas um Governo PS-BE.

O pior cenário que poderá acontecer é um governo PSD, com um apoio de um PP quase inexistente, sem maioria absoluta e com Maria José Nogueira Pinto a complicar, a enfrentar quatro anos de uma oposição maioritária de PS/BE e PC. Marcelo dá-lhe dois anos o que é uma simpatia da parte dele.

Na rua, nos cafés o que oiço é um total e absoluto desprezo pela política, uma vozearia contra Sócrates, uma indiferença para com Ferreira Leite, um encolher de ombros para com Portas ou Jerónimo mas um entusiasmo que me arrepia por Louçã e restante trupe.

Não. A coisa está preta, negra mesmo.

Nota- Para os Ferreiristas mais ferrenhos façam o favor de ler outra coisa qualquer que meta maiorias absolutas para Ferreira Leite e assim possam fingir o que o país está para aí virado.

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