Coisas que são escusadas

Há coisas que mesmo a um católico praticante, devoto de Fátima e dotado de uma voz de extraordinário timbre que se destaca nas Missas Dominicais de Santa Isabel  irritam solenemente: Que os senhores Padres, Abades, Cónegos, Bispos e Cardeais se ponham a fazer política como se fossem políticos. Passo explicar, antes de todas as coisas maravilhosas e relevantes para a lusa cristandade que eu manifestamente sou e dizem que sou, sou muito português, sou religioso mas implico com o Padre.

Implico com o Padre, sobretudo se homem se põe a imitar os políticos e logo os políticos portugueses que, como é bem sabido, são os piores a fazer elogios. Exageram de tal forma que o melhor elogio logo parece um insulto.

Esta prosa que o Cónego Armando Duarte fez publicar é isso tudo e mais umas botas. Assumo já que a intervenção da Igreja na política é para mim um facto que não me perturba nada mas entre estes elogios do Senhor Cónego e o absoluto silêncio prefiro a velha história de um Padre de Alenquer.

Este que terá dito que não lhe cabia indicar aos fieis em que partido deviam votar mas logo lembrou que na altura em que estivessem para fazer a cruzinha no boletim de voto se recordassem que “as setas apontam para o Céu”. Ora assim, sim!

Basicamente é isto que tenho para escrever sobre o assunto, também preferia que em vez de ter lido o Senhor Cónego tivesse lido uma encarnação do D. Camilo armado de um banco de Igreja para afastar as moscas. Não se pode ter tudo.

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