Miserável

Já escrevi aqui, um pouco a brincar e em jeito de tradução, algumas notícias postas a circular sobre alguns “desabafos” de certos militantes no PSD sobre a inclusão ou não-inclusão de Passos Coelho nas listas do PSD à Assembleia da República. Não há nada de relevante nessa opção, que a ser tomada será por Manuela Ferreira Leite, na altura própria e como ela bem entender.

Passos Coelho já foi deputado, saiu recusando e bem a reforma por a considerar – ao tempo e na sua idade – totalmente descabida, fez o curso de economia, foi trabalhar e só voltou à política activa 10 anos depois. Hoje não precisa de ser deputado, como não precisou nos últimos 10 anos para viver ou sequer afirmar-se políticamente.

Mas uma coisa é olharmos para Passos Coelho como um adversário interno de MFL se quisermos, discordarmos dele, achar que ele esteve mal nisto e aquilo, é achar que só se faz um bom grupo parlamentar com os nossos – sejam eles declarados apoiantes da liderança ou gente que se reduziu a um prudente silêncio para não impressionar a direcção – ou que fingem ser dos nossos em bonito e bem comportado apoio. Cada um escreve os disparates que quer, quando quer, mistura os nobres sentimentos e seriedade de pacotilha à sua vontade. Sinceramente, nem os factos, nem o assunto são verdadeiramente relevantes.

Completamente diverso é ler gente que nos é apresentada como espíritos livres, independentes, cronistas de corajosa pena que, no fundo, não escrevem apenas aquilo que pensam, ou repetem o que lhes contam sem aprofundar nada. É mais grave.

O que me espanta é uns textos cheios de moralismo sopeiro vertido em parágrafos recheadinhos de banalidades, generalidades e dados cuja origem está no campo da cuscuvelhice de aldeia. Uma opinião que não se fica pelo ressabiamento primário mas que se estrutura para que se retirem ilações sem o mínimo fundamento e  que motivam um conjunto de comentários absolutamente extraordinários e que deixariam envergonhado qualquer tipo minimamente decente que se quer dar a algum respeito ou que tem o distinto descaramento de dissertar sobre tal qualidade.

Acontece que o tipo em causa aprova os comentários e portanto não se parece incomodar com tais detalhes.

O Pacheco Pereira falava há uns dias de uma escrita por vezes irritante. É possivel, mas neste caso há uma designação mais apropriada para a escrita e para a atitude: Miserável.

Nota: João Gonçalves chama a atenção para o facto de não ser militante do PSD, que já foi. É verdade e ele já mo dissera uma vez mas os militantes a que me referi são os das fontes nos jornais, nada de extraordinário ou de espantar. O João não estava incluído nessa categoria.

O resto, comparações com terceiros embrulhadas em deselegâncias (mais uma vez) para com esses e conclusões tolas sobre doenças que só seriam possíveis naquele universo, save it! Classificas quem quiseres e como quiseres João, não vivas é no engano que eu as apanho deitado. Se tiveres dúvidas é só perguntares por aí ou dares um saltinho a Sintra que eu explico.

Anúncios

Uma resposta to “Miserável”

  1. Afonso Azevedo Neves Says:

    Caro la laland,

    São 9.00 horas e estou com alguma pressa, no entanto, assim que puder irei descobrir como se apagam comentários (coisa que ainda não tinha feito e logo não sei como se faz) e isto pq há coisas que permito e outras que não no que diz respeito aos comments nos meus posts, neste e noutros blogs. Ofendam-me à vontade e logo se verá, não ofendem é terceiros aqui.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: