A ler

Duas excelentes análises do que se passa no PSD:

Este post do Pedro Norton.

“(…) as «elites» que agora estrebucham são precisamente as grandes responsáveis pelo estado a que chegou o PSD. Quando, no Verão passado, o Dr. Marques Mendes iniciou a sua suicidária fuga para a frente, todas estas cabeças pensantes concluíram, em uníssono, que o seu momento ainda não tinha chegado. Estávamos praticamente a meio da legislatura, o Eng.º Sócrates ainda gozava da fama de supremo reformista e tudo o que estes putativos salvadores do PSD desejavam era que o Dr. Mendes aceitasse continuar a imolar-se, em lume brando, até que as circunstâncias aconselhassem a que algum deles saísse, triunfalmente, da confortável toca onde tinha procurado abrigo durante a invernia socialista.(…)”

Este post de Gonçalo Pistacchini Moita.

“(…)Sempre que a relação entre os lideres e os liderados se torna num mero jogo de interesses, no qual uns manipulam os outros, em vez da salutar divergência interna (que muitos hipocritamente saúdam, sabendo que é outra coisa), temos a instauração de guerras cujos fins são alheios à própria natureza do Partido.(…)”

As duas num só blogue.

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5 Respostas to “A ler”

  1. Arnaldo Madureira Says:

    É admissível que alguém tenha votado em L F Menezes só por não haver outras alternativas a Marques Mendes?

  2. Afonso Azevedo Neves Says:

    Não é admissível hoje mas foi no dia das eleições directas. No entanto, meu caro Arnaldo, não creio que tenham sido votos decisivos. Defendo e mantenho que o que foi decisivo foi a reacção das elites ou barões nesse período e que Pedro Norton descreveu muito bem.
    As bases do PSD olham muito mais para as elites do que se pensa e do que Menezes espera.
    Mas no seu blogue está uma questão muito pertinente, julgo eu.
    Essas mesmas elites não sabiam quem era Menezes ou Ribau?! Era algum segredo?!

  3. Arnaldo Madureira Says:

    O problema é que Marques Mendes era candidato e não estava disposto a abdicar da candidatura. Outra candidatura alternativa a Menezes iria dividir os votos de Marques Mendes e Menezes iria ganhar mais facilmente.

    As “elites” sabiam quem é Menezes, mas nunca pensaram que ganhasse. A vantagem que Marques Mendes devia ter tido nos Açores e na Madeira era de cerca de 9000 votos, conforme diziam. Nem sequer desconfiavam que no distrito do Porto Menezes conseguisse uma vantagem anormal de 3300 votos (1500 só em Gaia!!!), mais 1100 no de Braga (mais concretamente Famalicão e Barcelos). A vantagem global de Menezes foi precisamente de 4400 votos.

    Penso que “barões”, “elites” e “bases” não são termos que exprimam bem as divisões internas. Menezes seria o quê? A grande divisão interna é entre quem está disposto a arregimentar votos (o que implica encomendar inscrições, pagar quotas e transportar as pessoas até às assembleias de voto) e quem tem escrúpulos e não está disposto a fazê-lo.
    Menezes foi eleito por 21000 votos. Marques Mendes teve 17000. Concluimos que votaram 21000 bases e 17000 barões?

  4. Afonso Azevedo Neves Says:

    Não, claro que não mas você citou três locais onde Menezes ganhou com uma maioria expressiva, onde o baronato a favor de Menezes foi decisivo.
    Virgílio Costa em Famalicão foi decisivo e seria sempre para quem ele apoiasse. É vice de Santana.

    Outro candidato dividiria o eleitorado de Mendes? Também achei, isso foi dito a Aguiar Branco até ele ficar convencido que era melhor não avançar. Hoje não sei se seria assim.

    No entanto, Menezes ganhou em muitos outros sítios que não seria de esperar e onde não ganhou, o número de votos em Mendes foi muito menor do que se esperava. Acho que aí entra a indecisão e o pouco interesse das elites, nomes como Ferreira Leite e outros, em apoiar Mendes. As bases seguiram as indicações que lhes deram.

    Boa parte das elites, aquelas que têm ambições para o futuro, viam Mendes como uma espécie de porteiro, eficiente para o trabalhinho de sapa e esperavam que ele lá se fosse aguentando até 2008 e preparando o seu regresso triunfal.

    É verdade que alguns nunca imaginaram, Marcelo foi um deles, mas outros sabiam bem desde o pontal que Mendes poderia perder e deixaram-se ficar. Agora têm de esperar algo que nunca imaginaram, uma hecatombe eleitoral ou erro de tal forma colossal de Menezes que o obrigue a ir a votos antes de 2009.

  5. Arnaldo Madureira Says:

    As tais elites não são potências eleitorais (ver post de Pacheco Pereira no Abrupto). Por isso, penso que o empenho que poderiam ter tido na eleição de Marques Mendes pouco adiantaria. No entanto, concordo que deviam ter-se empenhado no apoio a Marques Mendes.

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