Filmes que nós não sabemos bem porque foram feitos e para quê?

Agosto 12, 2009 por Afonso Azevedo Neves

O filme de hoje é uma coisa chamada Doomsday de Neil Marshall. E quem é Neil Marshall? Ao contrário do que seria de esperar neste tipo de textos, não interessa. Não interessa mesmo e não há um único filme  de jeito do rapaz que me lembre .

Agora vamos lá a Doomsday. Pelo nome já perceberam que é coisa má, no sentido de ser uma história escabrosa, com sangue, tiros e tareia por todo o lado. Exacto. É isso e mais uma doença mortal, uma originalidade nunca vista na história recente do cinema, que começa em Glasgow e obriga a criar um muro à volta da Escócia. Meus queridos a coisa começa com a Escócia isolada por um muro e com um bloqueio feito por mar e ar. Independentes por fim.

Sinceramente a coisa começa a ter alguma graça, só por causa da Escócia. O que fez o tal Marshall com esta ideia toda catita? Juntou-lhe a Rhona Mitra, que serviu de modelo anatómico para uma das versões do jogo Tomb Raider e logo de talento indiscutível, estragou tudo ao dar-lhe um Bentley GT, canibais que parecem os Sig Sig Sputnik, o criador do vírus, lutas de gladiadores e uma crise económica. Sim uma crise económica e vá lá se saber a que propósito veio tal coisa ao barulho. Ah e Bob Hoskins, que gosta de se meter em coisas disparatadas.

Confesso que há momentos em que se pode pensar que o filme até pode ter alguma coisa até aparecer o Malcom McDowell. É quando o filme acaba.

Um Bentley GT é o que sobra que vale a pena.

A vida não É fácil

Agosto 9, 2009 por Afonso Azevedo Neves

You’re everything to me.
Celebrate the one you love,
The way you are to me.

Thinking about everything.
Why did you stop?
You don’t know what it’s like.

Isn’t that how it goes,
When you’re lovesick?
Thinking about everything.

Don’t you know sometimes,
When it feels like someone put a hex on you?
Well, I felt like that.
I was blaming myself.
I was cushioning my fall.

Hold my arms back when they beat me,
Leave me in the ditch where they kick me,
Sever my limbs and deceive me.

Sometimes life isn’t easy.

Here we go.
Here we go.
I’m surprised in you,
Here we go.

Beside you,
I’m like you.
I’m lost in your doubt,
Sprawling, sprawling, sprawling.

Hold my arms back down when they beat me.
(Hold my arms back, try)
(I promise you…)
Water rise.

Don’t you know sometimes,
When you can’t see no end
To the tricks we play?

Sometimes life isn’t easy.

Here we go.
Here we go.
I’m surprised in you,
Here we go.

Beside you,
I’m like you.
I’m lost in your doubt.

Here we go,
Here we go.
I’m surprised in you,
Here we go.

Beside you,
I’m like you.
I’m lost in your doubt.
Sprawling, sprawling, sprawling.

Safety net,
I regret
I am shaking.
We move along
I am shaking.

RepeaterBeater – Mew

Agosto 8, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Sometimes I got, nothing to say
Nothing to sing about that makes you lie away
sometimes i got nothing to do
nothing to sing aloud when i can’t be with you

why should i hold this girlfriend
as tight as i ever could
now why should i?
no reason why
you are deep down
worse did i show

show me something good
show me something, thing, thing
sometimes i am nowhere to be found
if it is just a breath, then why the ringing sound?
sometimes we got nowhere to be
nothing to talk about
and nothing to agree on

why should i hold this girlfriend
as tight as i ever could
now why should i?
no reason why
you are deep down

Vitaminas

Agosto 6, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Gosto muito daqueles rebuçados de fruta do Lidl, uns que estão num pacote verdusco e que dizem que são ricos em vitaminas, coisa que garante a minha compra imediata. Eu acho que as vitaminas são importantes para muita coisa e o médico também. Só há um problema com aquela coisa, é que a gente abre aquilo e cada vez que tiro uma mão cheia deles eu juro que em cada sete ou oito, mais de metade são verdes, de limão ou melão ou coisa que o valha e verde também. Talvez pepino.

Seja como for acho uma injustiça porque são os que menos gosto, deve ser de propósito mas eu não percebo porquê, se a maioria fosse de morango ou laranja e comprava mais daquelas vitaminas mas assim não compro. Compro farinha para a máquina do pão, uma que quando a gente lê parece Chapata mas mal escrito. Está mal escrito mas consegue-se fazer uma chapata quadrada do melhor.

Sou assim, eu prefiro comprar uma coisa que não tem lá escrito chapata mas é uma chapata, a comprar sacos de vitaminas que estão atafulhados de melões, maçãs do chão e pepinos que sabem mal e estragam o conjunto. O Lidl tem muita coisa por onde escolher.

Tempos interessantes

Agosto 5, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Napoleão dizia que os franceses não gostavam de Liberdade mas tinham grande apreço pela Igualdade, sendo que esta levada ao limite exclui a primeira. Se todos são iguais não há mérito que nos valha, não havendo mérito ou coisa semelhante, falar em renovação é gastar energia, se somos todos iguais é escusado falar em Liberdade.

Não me vou alongar nos méritos da lista, que existem, nem no evidente ajuste de contas com Mendes, Barroso, Santana e Passos Coelho mas não me lembro de ter visto uma liderança em exercício e com eleições à porta, resolver destacar um adversário interno de forma tão eficaz.

Essa foi a principal conclusão de ontem: Passos Coelho é a única alternativa viável à liderança do PSD nos próximos meses.

É Manuela Ferreira Leite quem o afirma.

E tu Fanã? Querias ser como o João?

Julho 30, 2009 por Afonso Azevedo Neves

João Gonçalves é uma das muitas figuras que sobrevive à sombra dos defeitos que acusa os outros de terem. Cultiva ódios como quem come tremoços, a coisa é sempre pessoal, não há meias-tintas. Excepcionalmente se a vitima lhe passa a mão pelo pêlo, lá concede uma frase simpática e um sorriso de compreensão, “estão a ver?” – explica o João – “disse que o gajo era uma besta quadrada e ele até foi um cavalheiro e agradeceu a minha atenção.”

Poderia parecer que o João era alguém que no fundo anseia por carinho, umas festinhas no lombo, de ser apaparicado. Não é verdade. Ele de facto, não precisa disso para nada e muito menos de simpatia. O homem basta-se.

Ele quando nos atira com a sua aversão a uma figura, a insulta, enlameia, acusa de horrendos pensamentos (o João lê pensamentos não sabiam?), retorce, cospe, chuta e lhe faz cócegas (o João faz cócegas, é verdade, mas olhem lá, faz com força) não se pense que o nosso João quer atenção, quer que lhe liguem, lhe batam de volta. Nem pensar nisso. Ele está genuinamente zangado, está a fazer biquinho até. Aquelas coisas que ele escreve, cheias de justa indignação para com a superficialidade do mundo, de Portugal e do Passos Coelho (por esta ordem) não são mais que lancinantes gritos de alerta ao mundo, a Portugal e ao Pacheco Pereira (também por esta ordem).

Ao João deve-se muito, por isto e mais uma dúzia de coisas que não quero agora mencionar porque é tarde e eu fico cheio de tremuras quando me ponho a escrever sobre ele.

Ao contrário dele e também por causa dele, a populaça, eu e o Fanã (o que vende tremoço na Feira de Fanares) roemos as unhas sempre que pegamos numa caneta, no portátil ou na lata de tinta enquanto fazemos aquela terrível pergunta: E o João pá? Será que o João aprova?

Não Laura. Não é semi. É totalmente entrincheirada.

Julho 30, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Mas custa-me mais olhar para a alternativa e ver uma mancha de gente e de som, semi-entrincheirada, a lutar guerras pessoais esquecendo-se do país e dos eleitores, que adia a apresentação das suas propostas para uma altura em que já não haverá grande tempo para discuti-las, deixando-nos a todos, à direita, com coisa nenhuma para contrapor ante a interpelação entusiasmada da esquerda. Não é enfado, não. É desalento.
Laura Abreu Cravo

Coisas que são escusadas

Julho 30, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Há coisas que mesmo a um católico praticante, devoto de Fátima e dotado de uma voz de extraordinário timbre que se destaca nas Missas Dominicais de Santa Isabel  irritam solenemente: Que os senhores Padres, Abades, Cónegos, Bispos e Cardeais se ponham a fazer política como se fossem políticos. Passo explicar, antes de todas as coisas maravilhosas e relevantes para a lusa cristandade que eu manifestamente sou e dizem que sou, sou muito português, sou religioso mas implico com o Padre.

Implico com o Padre, sobretudo se homem se põe a imitar os políticos e logo os políticos portugueses que, como é bem sabido, são os piores a fazer elogios. Exageram de tal forma que o melhor elogio logo parece um insulto.

Esta prosa que o Cónego Armando Duarte fez publicar é isso tudo e mais umas botas. Assumo já que a intervenção da Igreja na política é para mim um facto que não me perturba nada mas entre estes elogios do Senhor Cónego e o absoluto silêncio prefiro a velha história de um Padre de Alenquer.

Este que terá dito que não lhe cabia indicar aos fieis em que partido deviam votar mas logo lembrou que na altura em que estivessem para fazer a cruzinha no boletim de voto se recordassem que “as setas apontam para o Céu”. Ora assim, sim!

Basicamente é isto que tenho para escrever sobre o assunto, também preferia que em vez de ter lido o Senhor Cónego tivesse lido uma encarnação do D. Camilo armado de um banco de Igreja para afastar as moscas. Não se pode ter tudo.

Aprender a ler o DN com os meninos espevitados

Julho 22, 2009 por Afonso Azevedo Neves

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Cómico de serviço

Julho 20, 2009 por Afonso Azevedo Neves
O mais engraçado é ver os mesmos que defendiam ardentemente o pluralismo do PSD para o tiro à Ferreira Leite defenderem ainda mais ardentemente a unidade do PSD para que Passos Coelho seja espécie protegida.
De tudo – e tudo é o maquiavelismo de bolso, a pose pacóvia de mártires da liberdade, a absoluta nulidade vendida como salvação da pátria – é isto o mais engraçado.

Nah! O mais engraçado de facto é ver esta pessoa exibir a mais completa indigência mental e ignorância de manteigueiro, à mistura com insultos de taberna a terceiros, que é (como é próprio do género) incapaz de enfrentar. Verdade seja dita, não saber ler e confundir pluralismo e unidade não ajuda e até justifica.