A Raiva Cup

O Helder já tinha escrito que a candidatura de Portugal à organização da Ryder Cup 2018 ia ser paga pelo contribuinte e eu achei que ele exagerava. Num país que é reconhecidamente um dos melhores destinos de golfe do mundo, com alguns dos melhores campos, com infra-estruturas absolutamente magnificas, é no mínimo caricato que a abordagem não fique atrás da feita na organização do Europeu de Futebol. Como o Helder sei do que falo, jogo desde os seis anos, conheço boa parte dos campos e as suas instalações, as suas direcções e até fiz durante anos parte de uma. Não faltam campos de golfe com condições, as melhores diga-se, para organizar cá a Ryder Cup.

Alguém me explique a que propósito se fala agora na Herdade da Comporta como zona escolhida pela comissão de candidatura à Ryder Cup, em construir mais uns tantos campos de golfe à custa do contribuinte. O Turismo não é fomentado assim e muito menos a prática do golfe. Para tal peguem no dinheiro que se vai gastar nesta loucura e construam uma rede de campos municipais públicos e pode ser que daqui uns anos em vez de um ou dois razoáveis profissionais portugueses tenhamos o nosso Seve, o nosso Tiger e com sorte o nosso Daly.

 

 

Uma resposta para “A Raiva Cup”

  1. Vítor Martins Diz:

    Tem toda a razão, meu caro. Mas neste país há um «big broter» que tudo comanda, que tudo quer e que tudo pode: o BES, claro. E a herdade da Comporta é de quem? E o ex-ministro Manuel Pinho, o presidente da candidatura à Ryder Cup, é empregado de quem? Pois!
    Cumprimentos.

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