Arquivo de Agosto, 2009

Uma nova missa?

Agosto 31, 2009

Os resultados de 27 de Setembro são uma incógnita, o que já não é pouco. O PSD pode ganhar as eleições mas dificilmente estará ao seu alcance uma maioria relativa confortável, pelo menos por agora e se Sócrates não meter a pata na poça. É verdade que o PS já acelerou a sua máquina eleitoral mas o regresso de Santos Silva é um daqueles mistérios que me escapam e ajudam a oposição a Sócrates. Está tudo em aberto para o dia 28 de Setembro e no entanto lendo alguns cenários pouco tenho lido sobre a possibilidade de uma coligação PS/BE.

O BE estar numa fase crucial da sua existência, não tem implantação local como o PC e com resultados cada vez mais positivos a agremiação de egoísmos chegou a um ponto complicado da sua existência, precisa de começar a distribuir poder equivalente aos votos que possuí e não consegue fazer. Muitos verão com surpresa que afinal o BE, ultrapassada a fase de partido contra-poder, agirá de forma similar ou pior que os partidos do bloco central. A melhor maneira de garantir a sua sobrevivência nos próximos anos é justamente aceitar fazer parte de um governo e será isso que fará.

Fala-se muito de um bloco central, suplica-se de resto em alguns sítios, coisa que não vejo como possível com as actuais lideranças, mas verão como Louçã se adaptará facilmente aos defeitos de Sócrates e este ao estilo seminarista arrependido do sibilante trotskista. Acho mesmo que foram feitos um para o outro.

No CDS-PP já me garantiram alguma fé na vitória do PSD nas eleições, até pode ser mas tenho muitas dúvidas que o “efeito Nuno Melo” se repita nestas eleições pelo que o cenário de um governo PSD/CDS parece-me pouco provável e pode dar-se o triste evento de termos uma vitória do PSD mas um Governo PS-BE.

O pior cenário que poderá acontecer é um governo PSD, com um apoio de um PP quase inexistente, sem maioria absoluta e com Maria José Nogueira Pinto a complicar, a enfrentar quatro anos de uma oposição maioritária de PS/BE e PC. Marcelo dá-lhe dois anos o que é uma simpatia da parte dele.

Na rua, nos cafés o que oiço é um total e absoluto desprezo pela política, uma vozearia contra Sócrates, uma indiferença para com Ferreira Leite, um encolher de ombros para com Portas ou Jerónimo mas um entusiasmo que me arrepia por Louçã e restante trupe.

Não. A coisa está preta, negra mesmo.

Nota- Para os Ferreiristas mais ferrenhos façam o favor de ler outra coisa qualquer que meta maiorias absolutas para Ferreira Leite e assim possam fingir o que o país está para aí virado.

Os resultados de 27 de Setembro são uma incógnita, o que já não é pouco. O PSD pode ganhar as eleições mas dificilmente estará ao seu alcance uma maioria relativa confortável, pelo menos por agora e se Sócrates não meter a pata na poça. É verdade que o PS já acelerou a sua máquina eleitoral mas o regresso de Santos Silva é um daqueles mistérios que me escapam e ajudam a oposição a Sócrates. Está tudo em aberto para o dia 28 de Setembro e no entanto lendo alguns cenários pouco tenho lido sobre a possibilidade de uma coligação PS/BE.

O BE estar numa fase crucial da sua existência, não tem implantação local como o PC e com resultados cada vez mais positivos a agremiação de egoísmos chegou a um ponto complicado da sua existência, precisa de começar a distribuir poder equivalente aos votos que possuí e não consegue fazer. Muitos verão com surpresa que afinal o BE, ultrapassada a fase de partido contra-poder, agirá de forma similar ou pior que os partidos do bloco central. A melhor maneira de garantir a sua sobrevivência nos próximos anos é justamente aceitar fazer parte de um governo e será isso que fará.

Fala-se muito de um bloco central, suplica-se de resto em alguns sítios, coisa que não vejo como possível com as actuais lideranças, mas verão como Louçã se adaptará facilmente aos defeitos de Sócrates e este ao estilo seminarista arrependido do sibilante trotskista. Acho mesmo que foram feitos um para o outro.

No CDS-PP já me garantiram alguma fé na vitória do PSD nas eleições, até pode ser mas tenho muitas dúvidas que o “efeito Nuno Melo” se repita nestas eleições pelo que o cenário de um governo PSD/CDS parece-me pouco provável e pode dar-se o triste evento de termos uma vitória do PSD mas um Governo PS-BE.

O pior cenário que poderá acontecer é um governo PSD, com um apoio de um PP quase inexistente, sem maioria absoluta e com Maria José Nogueira Pinto a complicar, a enfrentar quatro anos de uma oposição maioritária de PS/BE e PC. Marcelo dá-lhe dois anos o que é uma simpatia da parte dele.

Na rua, nos cafés o que oiço é um total e absoluto desprezo pela política, uma vozearia contra Sócrates, uma indiferença para com Ferreira Leite, um encolher de ombros para com Portas ou Jerónimo mas um entusiasmo que me arrepia por Louçã e restante trupe.

Não. A coisa está preta, negra mesmo.

Nota- Para os Ferreiristas mais ferrenhos façam o favor de ler outra coisa qualquer que meta maiorias absolutas para Ferreira Leite e assim possam fingir o que o país está para aí virado.

Ele há indíces para todos os gostos

Agosto 24, 2009

como este que é uma espécie de índice da tolice e de onde se pode retirar que a Filipa Martins, que conheço há uns tempos e que acedeu ser mandatária da juventude de Pedro Passos Coelho, ao resolver ser escriba no Blogue de Esquerda passou a ser uma elucidativa prova que os devaneios de Pacheco Pereira são para levar a sério. Acontece que a jornalista/escritora nunca foi militante do PSD, sempre assumiu a sua independência e nunca ninguém lhe pediu contas sobre isso, coisa que escapa a certa gente e não há volta a dar ao assunto.

Depois há muitos outros que por aí andam, um dia quando tiver paciência faço uma compilação da quantidade e variedade de formas como alguns destes moralistas de pacotilha se divertiram a chamar filhos daquela senhora que se porta mal a terceiros. Na altura juntarei – apenas por piada – as reacções de virgens ofendidas quando alguma das suas habituais vítimas resolve dar uma resposta, a sério que é de ir às carpas.

Filmes que nós não sabemos bem porque foram feitos e para quê?

Agosto 12, 2009

O filme de hoje é uma coisa chamada Doomsday de Neil Marshall. E quem é Neil Marshall? Ao contrário do que seria de esperar neste tipo de textos, não interessa. Não interessa mesmo e não há um único filme  de jeito do rapaz que me lembre .

Agora vamos lá a Doomsday. Pelo nome já perceberam que é coisa má, no sentido de ser uma história escabrosa, com sangue, tiros e tareia por todo o lado. Exacto. É isso e mais uma doença mortal, uma originalidade nunca vista na história recente do cinema, que começa em Glasgow e obriga a criar um muro à volta da Escócia. Meus queridos a coisa começa com a Escócia isolada por um muro e com um bloqueio feito por mar e ar. Independentes por fim.

Sinceramente a coisa começa a ter alguma graça, só por causa da Escócia. O que fez o tal Marshall com esta ideia toda catita? Juntou-lhe a Rhona Mitra, que serviu de modelo anatómico para uma das versões do jogo Tomb Raider e logo de talento indiscutível, estragou tudo ao dar-lhe um Bentley GT, canibais que parecem os Sig Sig Sputnik, o criador do vírus, lutas de gladiadores e uma crise económica. Sim uma crise económica e vá lá se saber a que propósito veio tal coisa ao barulho. Ah e Bob Hoskins, que gosta de se meter em coisas disparatadas.

Confesso que há momentos em que se pode pensar que o filme até pode ter alguma coisa até aparecer o Malcom McDowell. É quando o filme acaba.

Um Bentley GT é o que sobra que vale a pena.

A vida não É fácil

Agosto 9, 2009

You’re everything to me.
Celebrate the one you love,
The way you are to me.

Thinking about everything.
Why did you stop?
You don’t know what it’s like.

Isn’t that how it goes,
When you’re lovesick?
Thinking about everything.

Don’t you know sometimes,
When it feels like someone put a hex on you?
Well, I felt like that.
I was blaming myself.
I was cushioning my fall.

Hold my arms back when they beat me,
Leave me in the ditch where they kick me,
Sever my limbs and deceive me.

Sometimes life isn’t easy.

Here we go.
Here we go.
I’m surprised in you,
Here we go.

Beside you,
I’m like you.
I’m lost in your doubt,
Sprawling, sprawling, sprawling.

Hold my arms back down when they beat me.
(Hold my arms back, try)
(I promise you…)
Water rise.

Don’t you know sometimes,
When you can’t see no end
To the tricks we play?

Sometimes life isn’t easy.

Here we go.
Here we go.
I’m surprised in you,
Here we go.

Beside you,
I’m like you.
I’m lost in your doubt.

Here we go,
Here we go.
I’m surprised in you,
Here we go.

Beside you,
I’m like you.
I’m lost in your doubt.
Sprawling, sprawling, sprawling.

Safety net,
I regret
I am shaking.
We move along
I am shaking.

RepeaterBeater – Mew

Agosto 8, 2009

Sometimes I got, nothing to say
Nothing to sing about that makes you lie away
sometimes i got nothing to do
nothing to sing aloud when i can’t be with you

why should i hold this girlfriend
as tight as i ever could
now why should i?
no reason why
you are deep down
worse did i show

show me something good
show me something, thing, thing
sometimes i am nowhere to be found
if it is just a breath, then why the ringing sound?
sometimes we got nowhere to be
nothing to talk about
and nothing to agree on

why should i hold this girlfriend
as tight as i ever could
now why should i?
no reason why
you are deep down

Vitaminas

Agosto 6, 2009

Gosto muito daqueles rebuçados de fruta do Lidl, uns que estão num pacote verdusco e que dizem que são ricos em vitaminas, coisa que garante a minha compra imediata. Eu acho que as vitaminas são importantes para muita coisa e o médico também. Só há um problema com aquela coisa, é que a gente abre aquilo e cada vez que tiro uma mão cheia deles eu juro que em cada sete ou oito, mais de metade são verdes, de limão ou melão ou coisa que o valha e verde também. Talvez pepino.

Seja como for acho uma injustiça porque são os que menos gosto, deve ser de propósito mas eu não percebo porquê, se a maioria fosse de morango ou laranja e comprava mais daquelas vitaminas mas assim não compro. Compro farinha para a máquina do pão, uma que quando a gente lê parece Chapata mas mal escrito. Está mal escrito mas consegue-se fazer uma chapata quadrada do melhor.

Sou assim, eu prefiro comprar uma coisa que não tem lá escrito chapata mas é uma chapata, a comprar sacos de vitaminas que estão atafulhados de melões, maçãs do chão e pepinos que sabem mal e estragam o conjunto. O Lidl tem muita coisa por onde escolher.

Tempos interessantes

Agosto 5, 2009

Napoleão dizia que os franceses não gostavam de Liberdade mas tinham grande apreço pela Igualdade, sendo que esta levada ao limite exclui a primeira. Se todos são iguais não há mérito que nos valha, não havendo mérito ou coisa semelhante, falar em renovação é gastar energia, se somos todos iguais é escusado falar em Liberdade.

Não me vou alongar nos méritos da lista, que existem, nem no evidente ajuste de contas com Mendes, Barroso, Santana e Passos Coelho mas não me lembro de ter visto uma liderança em exercício e com eleições à porta, resolver destacar um adversário interno de forma tão eficaz.

Essa foi a principal conclusão de ontem: Passos Coelho é a única alternativa viável à liderança do PSD nos próximos meses.

É Manuela Ferreira Leite quem o afirma.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.