Arquivo de Maio, 2009

Eu sei mas não digo. Por agora.

Maio 27, 2009

Resumindo e concluindo, Oliveira Costa, acertou contas com Joaquim Coimbra, Dias Loureiro e Cadilhe. Deixou mais uns tantos ilustres (des)conhecidos a pensar na vidinha. Dias Loureiro, previamente condenado na praça pública, também porque não quis poupar o Presidente Cavaco Silva demitindo-se do CE em momento ulterior, está agora numa posição insustentável.

Cavaco Silva, não pode pedir-lhe que saia até porque não me parece que o tenha de fazer, pois se existe essa amizade entre ele e Loureiro, este último já devia ter feito o que qualquer bom amigo faria, poupando o Presidente a mais embaraços. Confesso, após 8 horas de sessão, que acompanhei com o máximo de atenção que pude, fiquei mais surpreendido pelo que Oliveira Costa não quis, por agora, revelar do que pelas contas que acertou.

Afinal tratou-se de um momento solene, a ida à Comissão Parlamentar, que se transformou num “lavar de roupa suja” que não dignificou nada, nem ninguém e muito menos o próprio.

A vital questão

Maio 22, 2009

Já não me lembro bem que escreveu, mas julgo que foi VPV, a propósito da entrada de Zita Seabra no PSD, das saídas de Judas e Vital Moreira do PCP, que só à direita é que essas “transferências” eram vistas com simpatia. Á esquerda, ninguém veria com bons olhos a chegada de alguém da direita, Roseta nunca teria sido realmente bem aceite, como há pouco tempo Freitas do Amaral teria sido simplesmente tolerado.

Quanto aos comunistas, a coisa era ainda mais clara, tais casos não se distinguiram na prática dos traidores dos valores do Partido que dele saíram para se estabelecerem junto da burguesia. É por isso que sempre me espantou a escolha de Vital Moreira. Não agradava ao centro mais politizado que nunca deixou de o ver como alguém que demorou décadas para perceber o que era claro desde 21 de Agosto de 1968, nem à extrema-esquerda que nunca o deixou de ver como um traidor à causa e aos valores.

Porque raio terá Sócrates escolhido uma figura tão controversa para cabeça de lista? Sócrates é um animal político – não é necessariamente um elogio mas a constatação de uma realidade – se a escolha de Vital não se deve à sua alegada competência, que mesmo que fosse um facto incontroverso, não é uma qualidade que necessariamente atrai votos, qual é a vantagem de Vital para Sócrates?

Houve quem me defendesse que a escolha destinava-se a justificar uma possível derrota, duvido. Estas não são apenas eleições europeias, são muito mais que isso, Sócrates sabe disso muitíssimo bem e ou está confiante que a data da mesma, conjugada com a enorme abstenção que se prevê, acabe por dar uma vitória ao PS, ou há algo que ainda não vimos que redima o PS aos olhos do eleitorado.

Tb aqui

Observatório Independente de Políticas Públicas

Maio 22, 2009

O emprego vai ser o primeiro tema analisado pelo observatório que Passos Coelho lançou. Depois de dois meses e meio de silêncio sobre a realidade política do país, Pedro Passos Coelho, o candidato derrotado por Ferreira Leite nas últimas eleições internas do PSD, regressou ao activo. Vai criar um observatório permanente para avaliar o custo-benefício das principais políticas públicas, recorrendo a especialistas. O primeiro tema será o (des)emprego, segue-se a justiça. “Queremos criar o hábito de monitorizar as políticas públicas de forma independente e com isso habilitar os agentes decisores a suprimir dificuldades e criar novas linhas políticas”, disse ao Diário Económico o mentor do Observatório Independente de Políticas Públicas. As conclusões do trabalho poderão “ser úteis ao PSD”, na medida que pretendem influenciar “todos os agentes decisores com responsabilidades políticas”, admitiu Passos Coelho.

Aqui

“Política 2.0 – A comunicação política via Internet e Redes Sociais“

Maio 21, 2009

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A maior obra

Maio 20, 2009

Qual é o significado do torpor que tomou conta do povo português? Confrontado todos os dias com mensagens de unidade, adormecido por 4 anos de anúncios, promessa sobre promessa de mudança, de soluções que nunca se materializaram a não ser em pequenos shows, detalhes de maravilhosa tecnologia enfiados em pacotes azuis para as crianças, bandeiras desfraldadas ao som de hinos e a voz do homem que não admite ser questionado para além do que está no script que previamente distribuiu. Qual é o significado deste encolher de ombros de um povo que deixou de acreditar seja em quem for e no que for? A maior obra destes 4 anos, o maior feito, foi adormecer um povo inteiro sob a luz de holofotes. Quanto tempo mais ficaremos a dormir?

Teresa Lisbon – The Mentalist

Maio 18, 2009

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Frases

Maio 15, 2009

Minhas amigas e meus amigos, para quê algodão quando podemos ter seda?

Crónica de um blogger em ascensão

Maio 14, 2009

Existe uma nova estrela na blogosfera, o seu nome é Carlos Santos, escreve (e muito) no Valor das Ideias e está apostado em não permitir que o ignorem.

Há algo de enternecedor nele, confesso.

Afinal não se pode deixar de gostar de um homem que se esforça tanto para ser notado. Parafraseando uma passagem de um livro de Tom Sharpe, cujas personagens típicas partilham com Carlos Santos algumas características comuns, há ali um interesse exclusivo em si próprio que transcende o Eu, tornando-se numa coisa imutável e absoluta e procurando gerar uma auto-suficiência divina.

Enquanto essa auto-suficiência não surge, o homem faz biquinho e trata de chamar a atenção para a sua presença.

Em primeiro lugar, chama nomes. Não diz palavrões, antes sugere-os com a elegância de um martelo pneumático, depois espera reacções e enquanto não vierem, meus queridos, enquanto não vierem o homem não pára! Quando finalmente ela vem, fica terrivelmente tocado com a falta de Fair Play daqueles a quem ele dedicou tantas horas. Então mostra-se magoado, injustiçado e derrama olimpicamente (em 10 parágrafos) a sua justa indignação.

Em segundo lugar, usa com gosto o argumento ad hominem, ainda que com alguma dificuldade e sem a elegância que rendeu tão bons resultados a Lenine mas que o nosso amigo gosta de misturar com uma espécie de argumento de omnisciência com o apelo à ignorância (argumentum ex silentio). Isso facilita muito o raciocínio e poupa maçadas, alem de providenciar ao nosso amigo alguma paz de espírito. Coisa que todos os que são objecto da sua extremosa atenção desejam com ainda maior ardor.

Em último lugar – mas tenho esperança que ele descubra outros meios – recorre ao argumento post hoc, ergo propter hoc, mas que no caso dele se reduz ao conhecido branco é a galinha o põe, sendo que o tempo, lugar, modo são coisas que só complicam.

Prevejo grandes sucessos para o Carlos Santos não fosse Portugal um país que adora esta gente.

i já está.

Maio 8, 2009

Fui comprar ontem o primeiro número do i. Eu gosto muito de jornais, leio todos os que encontro.

Já sabia que i tinha de ser diferente, não era só por causa do Paulo, era também por causa de uma data de gente que por lá anda.

Está um óptimo jornal? Não, há ali alguma confusão, algum ruído, que me dificulta a leitura mas um jornal faz-se e vai-se fazendo.

Nos tempos que correm, mais um jornal não é só mais um, é mais uma garantia de pluralidade na informação, mais um a obrigar os restantes a serem melhores. No tempos que correm já não é nada mau.

Nos próximos dias espero ver o i a marcar mais uns pontos, prefiro isso que estrelas fulgurantes que se apagam pouco depois.

A seguir

Maio 1, 2009

..com a luz acesa


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