Agora vende-se de tudo

Novembro 10, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Há muito que vejo pela blogosfera, em especial a blogosfera que se esgatanhou toda para justificar disparates – embora venham agora garantir que fizeram cara de poucos amigos em “sede própria” – promoveram ridículas perseguições dignas do sopeiral das novelas da TVI e – até agora – reduzem a crítica política a estas brincadeiras de recreio. Não aprenderam nada. Agora surgiram com esta moda, Passos Coelho é uma sugestão do PS, ou pior. Não sabia, ficaram espertos os socialistas? Assim, sem mais? Ah não. É maldade deles, até porque, como é óbvio o Passos é um Sócrates do PSD. Porquê? Porque sim, porque na falta de argumentação, porque tudo correu mal, porque e porque sim.

Aviso à navegação

Novembro 1, 2009 por Afonso Azevedo Neves

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HOTEL AVIZ

EXPOSIÇÃO DE PINTURA 

 ”de Sul para Norte”

AFONSO AZEVEDO NEVES

01 a 30 Novembro 2009

aofimdatarde

Rua Duque de Palmela, 32 – 1250-098 Lisboa

Uma hora nerd

Outubro 26, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Já aqui me estendi umas dezenas de vezes sobre a maravilha que foi a série BSG, eis pois uns apontamentos musicais fenomenais da Season 4.

Bear é mesmo um nome muito bom.

Notas sobre a educação

Outubro 26, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Nos últimos quatro anos assistimos a um movimento de decapitação do ensino em Portugal. À força de medidas superficialmente benévolas e inspiradas, onde a necessidade de uma avaliação de professores era um imperativo de qualidade desejável, lenta mas inexoravelmente e sem que para tal fosse alheio o comportamento da anterior Ministra da Educação mas sobretudo uma velha e estafada tradição do “eduquês” em Portugal, um conjunto absurdo de regras e a sua posterior aplicação levou a que os mais experientes professores desejassem mais que nunca um merecido descanso que os poupasse às agruras do processo tolo e perigoso em que se transformou a ideia da avaliação.

Sobraram os que ainda não estando dispostos à reforma antecipada estavam ainda dispostos a enfrentar velhas imposições de igualdade que tem tanto de irrealista como de irresponsável, sempre sujeitos à manipulação oportunista de Governo e Sindicatos. Essa velha ideia, com décadas de resto, foi então levada ao absurdo.

Em vão se tentou mascarar a tolice com a igualmente estafada ideia de mérito, ignorando-se propositadamente ou por pura incompetência, que a ideia de igualdade assim aplicada exclui a necessidade do mérito. Pior que isso, a igualdade deixou de ser a de oportunidades – também ela irrealista – mas a de igualdade como fim último culminando no absurdo: o estatuto da avaliação do aluno.

Assim, de uma assentada, professores e alunos foram libertos das responsabilidades, da mais justa comparação entre os que se esforçam e os que não fazem e porque, é bom perceber, a igualdade tal como percebida por este governo que agora volta a funções e sujeita como sempre esteve aos sacrossantos rankings, só se afigura exequível no espaço curto de tempo se as exigências e pontos de referência forem as do mínimo exigível. Satisfazem-se os rankings e os medos eleitorais, sacrifica-se o futuro e as expectativas de quem se esforça.

Concluindo: Se somos todos iguais, se nos fazem iguais e se os resultados serão nivelados sempre pelo professor ou o aluno mais fraco, de que serve o esforço? Para que interessa trabalhar mais que o próximo? A resposta está aí para todos verem.

Momentos divertidos

Outubro 21, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Enquanto AJ Jardim se atirava que nem gato a bofe ao Passos Coelho, um episódio já visto em outros “natais” substituído o nome de Passos por Ferreira Leite, Cavaco, Marcelo e praticamente todos os que ainda não renderam alguma homenagem ao líder madeirense, por ali nada de novo. Agora parece haver uma grande espectativa sobre o discurso de MFL no CN de amanhã. MFL irá estabelecer o calendário para a eleição da nova liderança do PSD? Fica à espera de uma daquelas tristes sessões de entrega de assinaturas para a tirar de lá? Fará ela como Santana e assumirá o mandato de deputada e para que foi eleita ou fará como Mendes e sairá?

Sugiro que ela promova desde já um encontro de personalidades e convide esse desastre ambulante que dá pelo nome de Picoito. A criatura que tanto disse coisas fundamentais em “sede própria” merece que lhe criem uma coisa similar onde exiba as penas e a coragem. Sobretudo a coragem.

Argumento I

Outubro 18, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Manuela Ferreira Leite deve manter-se na liderança do PSD até ao fim do seu mandato regular porque temos de reflectir sobre o que se passou. O que foi feito mal? O que nos aconteceu?

Traduzindo: A direcção precisa de tempo e sossego para apresentar um candidato à liderança do PSD. Aguiar Branco já arranjou uma confusão valente, Mota Pinto está pouco satisfeito com Aguiar Branco, que não esteve para dar tempo a Durão Barroso para telefonar a Sarmento que estava com pouca paciência mas já anda picado com a mania de falarem no Rangel que anda na dúvida se o Marcelo está a tentar decidir-se sem ter de o fazer ou não tendo que o fazer ainda se decide.

Fanático de ocasião

Setembro 22, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Escreve o senhor Fernando Martins que “a salivar, ontem, Pedro Passos Coelho apareceu em Vila Real na campanha do PSD”.

A salivar? Curiosa descrição quando o homem, que é o Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, a sua terra, foi lá e nesse estatuto se sentou na fila da frente. Não sem antes ter sido objecto de uma ovação dos presentes. Que também salivavam presumo.

Para a pessoa do Fernando,  o Passos Coelho entrou para “desempenhar um papel que considera assentar-lhe como uma luva: o de cangalheiro de Manuela Ferreira Leite.”, Fernando Martins, tal como Pedro Picoito ou Maria João Marques lê mentes, é um telepata ou no caso um telepato e remata “no entanto, tenho para mim que esta velha promessa do PSD não percebe que é, há muito tempo, cangalheiro dele próprio.”

Brilhante análise de nada e onde, mais uma vez, se revela mais sobre o autor que sobre o objecto da obra. O ódio e o rancor porque quem não alinha pela mesma bitola fica-lhes bem, há quem aplauda estes ridículos “office-boy’s” de ocasião e que, na suas certezas, não ficariam deslocados num friso de membros do Comité Central.

É a vida, quando se irritam o pé foge para a chinela e depois e vê-los numa espécie de 100 metros chanating a ver quem é que soma mais pontos junto dos chefes.

O Marques Mendes também vai aparecer, imagino para juntar saliva à coisa.

O quebra-cabeças Social-Democrata

Setembro 16, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Posso imaginar o enfado da imprensa pelo repetido martelar do assunto TGV e Espanha nesta campanha.

Não será muito aliciante para o trabalho diário de um jornalista assistir à repetição à náusea da argumentação sobre o assunto. No entanto e embora as elites – espécie que não estou certo que exista – tenham franzido o nariz aos argumentos de Manuela Ferreira Leite, os argumentos calam fundo no povo e considero fazerem parte de uma jogada muito inteligente e pensada. Como morrer afogado, cair de um precipício ou cegar são “terrores” íntimos, no caso dos portugueses, do povo na rua, a “ameaça espanhola” é um medo ancestral e histórico.

Que o PS se tenha deixado enredar só se explica por desespero e desorientação. Diga-se de passagem que a jogada é inteligente e obriga a uma “resposta” inteligente. Não sei se a inteligência não é uma qualidade demasiado escassa por aquelas bandas e pelos exemplos espanhóis parece ser também esse o caso no PSOE.

O único candidato, para além de Manuela Ferreira Leite, que percebeu a armadilha foi Paulo Portas que já tratou de desclassificar a questão ao máximo e sugerir outros assuntos. Percebe-se a urgência da iniciativa quando assistimos aos restantes candidatos a tentar fazer piruetas mentais com o quebra-cabeças social-democrata.

Uma nova missa?

Agosto 31, 2009 por Afonso Azevedo Neves

Os resultados de 27 de Setembro são uma incógnita, o que já não é pouco. O PSD pode ganhar as eleições mas dificilmente estará ao seu alcance uma maioria relativa confortável, pelo menos por agora e se Sócrates não meter a pata na poça. É verdade que o PS já acelerou a sua máquina eleitoral mas o regresso de Santos Silva é um daqueles mistérios que me escapam e ajudam a oposição a Sócrates. Está tudo em aberto para o dia 28 de Setembro e no entanto lendo alguns cenários pouco tenho lido sobre a possibilidade de uma coligação PS/BE.

O BE estar numa fase crucial da sua existência, não tem implantação local como o PC e com resultados cada vez mais positivos a agremiação de egoísmos chegou a um ponto complicado da sua existência, precisa de começar a distribuir poder equivalente aos votos que possuí e não consegue fazer. Muitos verão com surpresa que afinal o BE, ultrapassada a fase de partido contra-poder, agirá de forma similar ou pior que os partidos do bloco central. A melhor maneira de garantir a sua sobrevivência nos próximos anos é justamente aceitar fazer parte de um governo e será isso que fará.

Fala-se muito de um bloco central, suplica-se de resto em alguns sítios, coisa que não vejo como possível com as actuais lideranças, mas verão como Louçã se adaptará facilmente aos defeitos de Sócrates e este ao estilo seminarista arrependido do sibilante trotskista. Acho mesmo que foram feitos um para o outro.

No CDS-PP já me garantiram alguma fé na vitória do PSD nas eleições, até pode ser mas tenho muitas dúvidas que o “efeito Nuno Melo” se repita nestas eleições pelo que o cenário de um governo PSD/CDS parece-me pouco provável e pode dar-se o triste evento de termos uma vitória do PSD mas um Governo PS-BE.

O pior cenário que poderá acontecer é um governo PSD, com um apoio de um PP quase inexistente, sem maioria absoluta e com Maria José Nogueira Pinto a complicar, a enfrentar quatro anos de uma oposição maioritária de PS/BE e PC. Marcelo dá-lhe dois anos o que é uma simpatia da parte dele.

Na rua, nos cafés o que oiço é um total e absoluto desprezo pela política, uma vozearia contra Sócrates, uma indiferença para com Ferreira Leite, um encolher de ombros para com Portas ou Jerónimo mas um entusiasmo que me arrepia por Louçã e restante trupe.

Não. A coisa está preta, negra mesmo.

Nota- Para os Ferreiristas mais ferrenhos façam o favor de ler outra coisa qualquer que meta maiorias absolutas para Ferreira Leite e assim possam fingir o que o país está para aí virado.

Os resultados de 27 de Setembro são uma incógnita, o que já não é pouco. O PSD pode ganhar as eleições mas dificilmente estará ao seu alcance uma maioria relativa confortável, pelo menos por agora e se Sócrates não meter a pata na poça. É verdade que o PS já acelerou a sua máquina eleitoral mas o regresso de Santos Silva é um daqueles mistérios que me escapam e ajudam a oposição a Sócrates. Está tudo em aberto para o dia 28 de Setembro e no entanto lendo alguns cenários pouco tenho lido sobre a possibilidade de uma coligação PS/BE.

O BE estar numa fase crucial da sua existência, não tem implantação local como o PC e com resultados cada vez mais positivos a agremiação de egoísmos chegou a um ponto complicado da sua existência, precisa de começar a distribuir poder equivalente aos votos que possuí e não consegue fazer. Muitos verão com surpresa que afinal o BE, ultrapassada a fase de partido contra-poder, agirá de forma similar ou pior que os partidos do bloco central. A melhor maneira de garantir a sua sobrevivência nos próximos anos é justamente aceitar fazer parte de um governo e será isso que fará.

Fala-se muito de um bloco central, suplica-se de resto em alguns sítios, coisa que não vejo como possível com as actuais lideranças, mas verão como Louçã se adaptará facilmente aos defeitos de Sócrates e este ao estilo seminarista arrependido do sibilante trotskista. Acho mesmo que foram feitos um para o outro.

No CDS-PP já me garantiram alguma fé na vitória do PSD nas eleições, até pode ser mas tenho muitas dúvidas que o “efeito Nuno Melo” se repita nestas eleições pelo que o cenário de um governo PSD/CDS parece-me pouco provável e pode dar-se o triste evento de termos uma vitória do PSD mas um Governo PS-BE.

O pior cenário que poderá acontecer é um governo PSD, com um apoio de um PP quase inexistente, sem maioria absoluta e com Maria José Nogueira Pinto a complicar, a enfrentar quatro anos de uma oposição maioritária de PS/BE e PC. Marcelo dá-lhe dois anos o que é uma simpatia da parte dele.

Na rua, nos cafés o que oiço é um total e absoluto desprezo pela política, uma vozearia contra Sócrates, uma indiferença para com Ferreira Leite, um encolher de ombros para com Portas ou Jerónimo mas um entusiasmo que me arrepia por Louçã e restante trupe.

Não. A coisa está preta, negra mesmo.

Nota- Para os Ferreiristas mais ferrenhos façam o favor de ler outra coisa qualquer que meta maiorias absolutas para Ferreira Leite e assim possam fingir o que o país está para aí virado.

Ele há indíces para todos os gostos

Agosto 24, 2009 por Afonso Azevedo Neves

como este que é uma espécie de índice da tolice e de onde se pode retirar que a Filipa Martins, que conheço há uns tempos e que acedeu ser mandatária da juventude de Pedro Passos Coelho, ao resolver ser escriba no Blogue de Esquerda passou a ser uma elucidativa prova que os devaneios de Pacheco Pereira são para levar a sério. Acontece que a jornalista/escritora nunca foi militante do PSD, sempre assumiu a sua independência e nunca ninguém lhe pediu contas sobre isso, coisa que escapa a certa gente e não há volta a dar ao assunto.

Depois há muitos outros que por aí andam, um dia quando tiver paciência faço uma compilação da quantidade e variedade de formas como alguns destes moralistas de pacotilha se divertiram a chamar filhos daquela senhora que se porta mal a terceiros. Na altura juntarei – apenas por piada – as reacções de virgens ofendidas quando alguma das suas habituais vítimas resolve dar uma resposta, a sério que é de ir às carpas.