Janeiro 30, 2010 por Afonso Azevedo Neves
Pois a arte da profecia não é somente fraude e apenas homens, e não animais, possuem o dom de julgar as consequências dos seus actos.
Howard Fast, Spartacus
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Janeiro 12, 2010 por Afonso Azevedo Neves
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Janeiro 12, 2010 por Afonso Azevedo Neves
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Janeiro 6, 2010 por Afonso Azevedo Neves
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Dezembro 12, 2009 por Afonso Azevedo Neves
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Acrílico e fotografia, 50×70 cm.Ponte da Barca |
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Dezembro 11, 2009 por Afonso Azevedo Neves
Não queria mesmo incomodar a esforçada tentativa do Paulo em não se meter na conversa do Vasco com o Pedro, tropecei. Foi sem querer. Mas já agora que entrei, dá para ver o que tem sido e será a agenda do CDS-PP. Não queria abusar das coincidências que apenas o são, mas a nervoseira é tanta com a perspectiva de uma vitória de Passos Coelho que reina o mais perfeito disparate num partido que muito tem ganho com a extraordinária inépcia das lideranças recentes do PSD e muito mais tem a ganhar com a manutenção do actual estado de coisas. Se calha o PSD levantar a cabeça será uma questão de tempo, até vermos o PP “crivado de disputas pessoais e permanentemente à beira da implosão” com as saídas e reentradas do único líder possível.
But dont mind me, sou eu que implico com tudo e tenho mau feitio, é que assim de supetão qualquer dia ainda vejo o Paulo a exaltar as qualidades de Pacheco Pereira para perceber as horripilantes conspirações, sempre inevitáveis, entre jornalistas e o poder político. O poder político que não ele, obviamente.
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Dezembro 9, 2009 por Afonso Azevedo Neves
(continuação)
Em 1989, quando os últimos soldados da hoje extinta União Soviética, retiravam do Afeganistão. Para trás ficava um país feito em ruínas, 20 anos de guerra contínua tinham destruído toda a sociedade civil afegã, o sistema de clãs e a família, elementos fundamentais para assegurar o necessário apoio económico e social numa economia que como o país era árida.
No fim da década de noventa, no Afeganistão, 18% dos recém-nascidos não sobreviviam ao parto e 1/4 das crianças morriam antes dos 5 anos de doenças facilmente tratáveis em países do mundo desenvolvido. A esperança de vida não ultrapassava os 40 anos, 29% da população tinha acesso à saúde, 12% a água potável.
Durante a guerra grande parte das estruturas necessárias ao funcionamento do país fora destruída, escolas foram destruídas no Afeganistão rural, afectando mais de 60% das crianças afegãs e a chegada dos Talibãs veio piorar a situação. Ao entrar em Cabul fecharam cerca de 60 escolas, pondo na rua 11 mil professores, 8 mil era mulheres, 100 mil raparigas e 150 mil rapazes. Fecharam a Universidade com 10 mil alunos, 4 mil eram mulheres.
Todos sabemos o que se seguiu, ou pelo menos sabemos parte: A Sharia substituiu a necessidade de qualquer Constituição. A visão radical do Islão não podia ser de forma alguma questionada, polícias de costumes sem qualquer formação ou pelo menos uma formação rudimentar nas madrassas do Paquistão, vigiavam as ruas. O desporto que nunca foi totalmente proibido tinha regras simples para se poder assistir. Nenhuma mulher podia estar presente, não se podia bater palmas e o único grito de incentivo às equipas que se podia proferir era “Allah-o-Akbar”. Música e até papagaios de papel foram proibidos
Em 1996 a ONU pediu 124 milhões de dólares para a ajuda ao Afeganistão, foram aprovados 65 milhões, em 97 foram pedidos 133 milhões e aprovados 43% desse valor, em 99 já só se pediam 100 milhões mas já era tarde e o mal estava semeado.
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Dezembro 8, 2009 por Afonso Azevedo Neves
Hoje é o dia de Nossa Senhora da Conceição, dia de festa desde o Século XV foi por D. João IV e perante as Cortes de 1646, celebrada Padroeira de Portugal e assim confirmou o lugar da mais antiga evocação da Mãe de Cristo em Portugal e a quem os portugueses tantas vezes recorreram em horas de aflição. Uma devoção antiga que a decisão de Pio IX, quando definiu a Imaculada Conceição como dogma em meados do Século IX, parece celebrar.
Hoje é um dia de festa, não é um dia qualquer.
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Dezembro 7, 2009 por Afonso Azevedo Neves
A história do filme de Copenhaga vem exemplificar tudo aquilo que considero errado no tratamento da questão do aquecimento global e boa parte da forma com abordamos as questões do ambiente. Notem, não vejo mal que se recorra a uma imagem forte para fazer passar uma mensagem, a questão é que há quem defenda a tomada de decisões com base no que parece ser pura especulação e não provas. Há mais imagem que dados científicos, há mais politização do que a aceitação do mero direito a algum cepticismo.
O que há é sobretudo falta de humildade. Nos anos 60 previu-se a morte de milhões de pessoas em 1990, apenas nos EUA, porque o aumento da população daria origem, sem margem para qualquer dúvida, a uma fome universal. Nos anos 70 relatórios da ONU denunciavam a inevitabilidade de uma nova idade do gelo e a necessidade de um plano de contingência a nível mundial para “preparar” o mundo. Se não for o ambiente é só nos lembrarmos os milhões previstos e gastos em planos de emergência para fazer face ao bug do ano 2000 que, mais uma vez sem margem para dúvidas, ia enviar o mundo de volta para a Idade da Pedra.
Agora estamos soterrados em certezas absolutas que impõem que se nada for feito, uma impossibilidade lógica porque o mundo não pára apenas porque não anda tão depressa como nos convém, vamos morrer ora de sede, ora afogados, sempre ajudados (que é para percebermos bem os horrores que se avizinham) por algum filme-catástrofe abrilhantado pelo casal mais sexy de hollywood.
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